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| Uma publicação da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) - Filiado à International Federation of Foot and Ankle Societies - Distribuição gratuita | ||||||||||||||||||||||||||
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EDITORIAL (cont.) |
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| O que já é passado O esforço, o trabalho, as preocupações, as idas e vindas, a administração de vaidades, o tempo subtraído da família, enfim, o desempenhar gratuito de tarefa árdua em prol do ideal comum: a cirurgia do pé. O presente O futuro |
amarelo, estilizado, sobre o mapa do Rio Grande do Sul. Mas a grande
maioria dos participantes guardará, sem dúvida, a excelência do programa científico,
assim como a hospitalidade e as atividades sociais. Pelo sacrifício do passado, reconhecemos publicamente o esforço dispendido, e esperamos que seja esquecido. pelas atividades do presente, esperamos que sejam otimizadas conforme planejadas. E então, com certeza o que prevemos para o futuro será não uma suposição, mas a inserção real e definitiva em nossa memória de momentos tão particulares, de discussões saudáveis, de congraçamento firme pautado em discussões de alto nível. Mais uma etapa da história da cirurgia do pé no Brasil. Neste momento, acolhidos num ambiente frio, mas por gente de coração quente. Chê! Gaúcho desta querência, permite usar tua língua e dizer-te: obrigado. SERGIO VIANNA |
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| DICAS DE LEITURA | ||
| 1. Hallux rigidus. Grading and long-term results of operative treatment | ||
| Coughlin, M. J.; Shurnas, P.S. J. Bone Joint Surg. Am, v. 85A, n. 11, p. 2072-88, 2003 Avaliação retrospectiva de 66 pacientes submetidos a ressecção de neuroma interlidigital através de acesso dorsal, com um tempo médio de seguimento de 5,8 anos. |
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| 2. Operative treatment of interdigital. A long-term follow-up study |
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| Coughlin, M. J.; Pinsonneault, T. J. Bone Joint Surg. Am, v. 83A, n. 9, p. 1321-8, 2001 |
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| Avaliação retrospectiva dos resultados de 110 pacientes submetidos a tratamento
cirurgico de hálus rígido através de queilectomia ou artrodese metatarsofalangiana. Define parâmetros mais precisos para a indicação tanto da queilectomia quanto da artrodese metatarsofalangiana do hálux com base nos resultados obtidos em longo prazo (tempo médio de seguimento de 8,1 anos). VERÔNICA VIANNA |
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| 2 Boletim da ABTPé * Ano 10 - Abr/Mai/Jun | ||
| REGISTRO | |||
| DA SBP À ABTPé: 30 ANOS | |||
| Casamento é uma coisa interessante. Muito discutível, outrora supervalorizado, hoje nem tanto. Regulamentado nas leis dos homens e de Deus. Para muitos, indissolúvel. Mas por que estaria eu, agora, neste espaço, falando sobre isso? É que em 1975, casei duas vezes. E, em ambas, com vontade férrea de continuação e não-rompimento. E sabe que deu certo? Em abril daquele ano casei com Vivian. Bonito encontro, inesquecível cerimônia, um início simples de vida a dois, mas com muito amor e sinceridade. As famílias se conheceram, as coisas foram fluindo e estamos juntos até hoje. Ela me deu duas filhas, dois netos, uma bela família. Em dezembro do mesmo ano ocorreu outro casamento: noiva desconhecida, sem nenhum histórico passado, totalmente incerto, apesar de alguns poucos padrinhos de peso. O meu enlace com a Sociedade Brasileira de Podologia (SBP) também deu certo,e tornou-se muito mais forte do que eu realmente esperava. Na sociedade, fui sócio-fundador e participei ativamente como dirigente em várias gestões, ocupando cargos de conselho fiscal, segundo-tesoureiro, tesoureiro, secretário, culminando com a presidência em 1992-1993. Até esta data continuo sócio ativo, sempre entusiasmado pelo constante progresso conseguido e com a certeza de que verei logo a estabilização irreversível da nossa entidade. Foram muitos, mas não saberia dizer em números, os eventos que nossa sociedade conseguiu realizar, como congressos, jornadas, encontros, etc. Os quadros expostos na nossa sede confirmam essa grandeza. Uma das coisas que mais me enchem de prazer e satisfação é dizer que em |
30 anos não perdi e nunca faltei a nenhum deles, sem exceção, Conheci todos os grandes nomes nacionais do pé: os que já se destacavam e os que vieram a aparecer gradativamete, com o tempo. Vi expoentes mundiais aqui conosco ou os visitei lá fora. Encontrei-os sempre surpresos com nossa a sociedade, a sua desenvoltura e a sua produção científica.Hoje não há congressos sobre o pé - em qualquer lugar do mundo - em que não se veja uma representação do nosso grupo. Em tão pouco tempo conseguimos algo tão sólido e estável que nos fez sobressair em relação a outras congenêres. Com que orgulho vejo hoje jovens colegas nos mostrando qualidades científicas de altíssimo nível, reflexo da base plantada na origem! Como patrimônio físico a sociedade possui quatro unidades num edifício de escritórios e um flat, todos obtidos por fruto de seu próprio trabalho e excelentes administrações. Participei da compra de três delas, duas como tesoureiro da gestão de Sérgio Bruschini (1988) e uma quando presidente (1993). Tenho a convicção e a certeza plenas da grandeza de nossa sociedade porque participei de todos os seus passos. Agradeço aos colegas lá do início que me deram a chance de estar com eles e crescer muito; agradeço também aos jovens, aos cientistas e aos diretores de hoje a oportunidade de continuar participando e aprendendo. A SBP tornouse SBMPC e, agora ABTPé. A necessidade nos obriga a algumas mudanças, mas nunca dos ideais. Vivian e ABTPé, com que prazer continuo junto aos dois MARCIO BENEVENTO
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| CUMPRIMENTOS | |||
| É com satisfação
que a ABTPé cumprimenta o membro titular Fábio Batista, tendo em vista seu desempenho em
atividades internacionais: 1. trabalho apresentado no Congresso Ibero- Americano de Pé Diabético; 2, participação, como convidado internacional, do Curso Multiprofissional de Diabetes, do Colégio Peruano de Cirugiões; 3. publicação do trabalho Disease knowledge in patientes attending a diabetic foot clinic no Foot & Ankle International, em janeiro de 2005. |
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Boletim da ABTPé * Ano 10 - Abr/Mai/Jun - 3 |
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| COMENTÁRIO | ||||
FRATURAS DE FADIGA NO PÉ |
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| As fraturas de fadiga no pé ocorrem em
maior número do que o diagnosticado habitualmente em nosso meio e em outros grandes
centros no mundo todo. Comprometem mais o sexo feminino e os indivíduos caucasianos. Mais os atletas de fim de semana do que os profissionais, embora estes nào estejam isentos de apresentar lesões de fadiga óssea em função de treinamentos excessivos. Podem também acontecer por sequela de procedimentos cirúrgicos onde tenha havido alteração estrutural (encurtamento do primeiro raio, por exemplo). Acometem os ossos do antepé em percentual maior, mas também ocorrem no retropé de forma significante, sendo o calcâneo mais atingido do que o tálus, e o cubóide, menos que os dois. As características de dor difusa, numa fase inicial, levam os pacientes ao autotratamento, o que retarda o diagnóstico definitivo na forma precoce. Com o passar dos dias a dor se torna mais constante e localizada, ocorrendo nesta fase a maior procura por atendimento médico. Frequentemente o RX ainda nào apresenta sinais claros de fratura., levando ao erro diagnóstico (vivemos no país das tendinites: qualquer dor recebe o diagnóstico de tendinite). Nessa fase, dentro da primeira semana, a cintilografia tem sido indicada como o exame de escolha, quando o ortopedista-traumatologista lembra a possibilidade diagnóstica de fratura de fadiga (estresse), embora não seja um exame esclarecedor de detalhes, pois uma reação inflamatória focada também evidencia captação do radiofármaco. A ressonância magnética é lembrada, nesse momento, como exame complementar. Evidencia o edema intra-ósseo com clareza e também o comprometimento inflamatório regional da área atingida. Como ainda continua sendo um exame caro na totalidade das clínicas de imagem do nosso meio, o seu uso como rotina ainda está restrito a casos de solicitaçao liberada do exame. Na fase de dor localizada e incapacidade funcional, o RX já mostra sinais
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de lesão óssea, inclusive com calo ósseo exuberante. Nos ossos do
retropé a tomografia computadorizada auxilia tanto no esclarecimento de eventuais traços
articulares quanto na consolidação final da fratura. No antepé, o segundo metatarsal é o mais frequentemente atingido, devido às suas características de maior comprimento e menor mobilidade dorsoplantar. A fratura de fadiga pode acometer também o terceiro metatarsal. Qaundo ocorre na base articular do quinto metatarsal (fratura de Jones), o tratamento cirúrgico prevalece sobre o conservador por proporcionar menor tempo de inatividade e descarga de apoio. No osso navicular, no retropé, a fratura pode ser completa no plano sagital, exigindo fixação interna com parafusos transversais ao traço de fratura. Nos demais casos em geral, o tratamento conservador com imobilização e descarga do apoio, ou afastamento dos fatores causais e descarga do apoio, tem sido o recomendado. O diagnóstico diferencial é com doença inflamatória (artrite), neuropatias, vasculopatias, lesões benignas, osteoma osteóide. É preciso que se tenha em conta que esses pacientes, na maior parte das vezes, são individuos inquietos, e isso muitas vezes custa a adesão ao tratamento. Achamos necessário que seja dada uma atenção especial às informações ao paciente sobre seu caso, e, contando com sua compreensão a respeito do problema, o tratamento conservador alcança realmente, bom resultado final, para satisfação de ambos, médico e paciente. ANTONIO
CARLOS FLORES DOS SANTOS |
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| 4 Boletim da ABTPé * Ano 10 - Abr/Mai/Jun | ||||
| NOTÍCIAS | |||||||
| FINALMENTE: CIRURGIA DO PÉ E TORNOZELO | |||||||
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Boletim da ABTPé * Ano 10 - Abr/Mai/Jun 5 |
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| NORMAS DE CREDENCIAMENTO | |||
| CRITÉRIOS PARA CREDENCIAMENTO DE SERVIÇOS APTOS A OFERECER ESTÁGIOS EM MEDICINA E CIRURGIA DO TORNOZELO E PÉ |
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| SEÇÃO I Dos Serviços Art. 160 - Ser ou pertencer a instituição constituída e cumpridora dos preceitos éticos. Art. 170 - Ter um departamento ou serviço na área de medicina e cirurgia do pé, cujo responsável seja membro titular da Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé há pelo menos cinco anos e esteja quite com as respectivas tesourarias. Art. 180 - Ter trabalho na área de medicina e cirurgia do pé publicado na RBO, na Acta Ortopédica ou em revista indexada, nos últimos cinco anos. Art. 190 - Ter apresentado pelo menos um tema livre nos eventos oficiais da Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, suas regionais ou na Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé nos últimos dois anos. Art. 200 - Possuir material clínico, serviços complementares, serviços de apoio e equipamento em quantidade e diversidade suficientes para propiciar aprendizado básico da especialidade em seus diferentes ramos. |
§ 10 - Consideram-se material clínico pacientes adultos e/ou infantis, em situações eletivas, de urgência e em recuperação, distribuídos nos setores de ambulatório, enfermaria, emergência e reabilitação. § 20 - Consideram-se serviços complementares: anestesiolia, anatomia patológica, patologia clínica, diagnóstico por imagens e reabilitação. § 30 - Consideram-se serviços de apoio aqueles disponíveis para interconsultas ou tratamento concomitante, como cirurgia vascular, infectologia, dermatologia, endocrinologia, pediatria, cirurgia plástica e outras especialidades médicas. § 40 - Considera-se equipamento o instrumental básico, cirúrgico ou não, pertinente às atividades da especialidade. Art. 210 - Possuir prontuários médicos organizados e arquivo nosológico (SAME) que permitam a elaboração de trabalhos científicos na área. Art. 220 - Possuir biblioteca mínima na área de medicina e cirurgia do pé, com pelo menos três títulos disponíveis em forma de livros e facilidade de acesso à biblioteca virtual. Art. 230 - É obrigatória a disponibilidade de leitos. |
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6 Boletim da ABTPé * Ano 10 - Abr/Mai/Jun |
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| NORMAS DE CREDENCIAMENTO (cont.) | |||
| SEÇÃO II Do Corpo Docente Art. 240 - Deve ser composto por, no mínimo, dois membros titulares da Associação Brasileira de medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé. Art. 250 - Deve oferecer assistência direta de treinamento de, pelo menos, 20 horas/semanais. Art. 260 - A transferência do responsável para outro serviço nào implica a transferência do credenciamento. SEÇÃO III Do Treinamento Art. 270 - Os candidatos deverão ter concluído a residência médica em ortopedia e traumatologia e ter sido aprovados no exame para obtenção do título de especialista da Associação Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Art. 280 - O período mínimo de treinamento será de três meses. Art. 290 - O número de vagas para treinamento simultãneo será estipulado pela diretoria da associação, de acordo com a estrutura do serviço. Art. 300 - O mecanismo de seleção e escolha de candidatos fica a critério de cada serviço. Art. 310 - O serviço deve proporcionar abordagem teórica referente a medicina e cirurgia do pé, ciência básica aplicada e especialidades afins. A abordagem teórica fica a critério do serviço, com aulas teóricas, seminários, reuniões clínicas periódicas, discussão de artigos de revista, revisões bibliográficas e aulas e convidados externos. Art. 320 - O serviço credenciado deve fornecer ao candidato um comprovante de conclusão. Art. 290 - O serviço credenciado deve enviar relatório à secretaria da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia |
Tornozelo e Pé com identificação, período de treinamento e atividades desenvolvidas pelo estagiário. SEÇÃO IV Do Credenciamento Para se candidatar ao credenciamento para o treinamento em medicina e cirurgia do tornozelo e pé o serviço deve: Art. 340 - Manifestar, por escrito, sua intenção e seu interesse, mediante correspondênciaassinada pelo responsável e enviada para a secretaria da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé. Art. 350 - Fornecer informações básicas essenciais a respeito do funcionamento do serviço. Art. 360 - Após analise inicial satisfatória, a diretoria da associação indica dois membros para vistoriar o serviço e comprovar as condições de funcionamento. Art. 370 - As vistorias srão realizadas no segundo semestre de cada ano para todo o serviço com pedido de credenciamento recebido até o final do primeiro semestre. Art. 380 - O serviço que tiver seu credenciamento negado pela diretoria só poderá solicitar nova vistoria após preencher as condições exigidas. Art. 390 - Os serviços credenciados serão reavaliados periodicamente, no mínimo, a cada dois anos. Art. 400 - Toda mudança no corpo docente deverá ser avisada à associação. Parágrafo único - na lateração de um dos componentes do corpo docente, o credenciamento do serviço será reavaliado conforme os critérios acima. Art. 410 - O descumprimento de qualquer critério obriga a uma reavaliação do credenciamento pela diretoria, respeitado o direito de defesa por parte do serviço.
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Boletim da ABTPé * Ano 10 - Abr/Mai/Jun 7 |
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| MEMÓRIA |
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