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| Uma publicação da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé * Filiado à International Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS) | ||||||||||||||||||||||
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ADMISSÃO HISTÓRICA | ||||||||
| Foi aprovada, na reunião de diretoria da Sociedade Brasileira de Medicina
e Cirurgia do Pé (SBMCP) de 6 de março de 2004, a admissão, como membra titular, da
dra. Ana Luiza de Souza Lima Cerqueira Araujo, de Belo Horizonle. Trata-se do primeiro
cadastro contemplando os novos critérios de admissão à SBMCP, aprovados na assembléia
geral de 1/11/03, em Recife. A dra. Ana Luiza cumpriu dois estágios na área do pé
(três meses em São Paulo e seis meses em Belo Horizonte), participou como co-autora de
três temas livres no XIII Congresso Mineiro de Ortopedia e Traumatologia (Belo Horizonte,
julho de 2002) e também do Curso de Atualização da SBMCP de POÇOS de Caldas, do
Congresso do Pé em Vitória e do último Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de
Ortopedia e Traumatologia (SBOT), em Recife. À dra. Ana Luiza, os cumprimentos e as boas-vindas de todos nós da SBMCP. WILSON R. ROSSI Diretor de Desenvolvimento da SBMCP |
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| DICAS DE LEITURA | NOTÍCIAS | ||||||||
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TESOURARIA Caros Associados, Como tesoureiro da atual gestão
dessa sociedade, sob o comando do dr. Sergio Vianna, gostaria de informar que assumimos a
diretoria com caixa de R$ 28.628,11, no dia 1/1/04. No mês de março, após o pagamento
das anuidades, contávamos com R$ 81 mil. Deixo claro que ainda temos taxa de
inadimplência da ordem de 25%. RUI BARROCO |
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Boletim da SBMCP- Ano 9 - n0 33 02 |
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| NOTÍCIAS | |||
NOSSAS PROPRIEDADES Uma das
obrigações do secretário é acompanhar e administrar os imóveis pertencentes à nossa
sociedade, que foram adquiridos com muito sacrifício e que dão uma característica
ímpar à SBMCP. |
CREDENCIAMENTO DE SERVIÇOS Como os novos
critérios de certificação exigem o cumprimento de estágio nacional ou internacional de
no mínimo três meses ern serviço de reconhecida competência, encontram-se em estudos
por parte da SBMCP, através dos drs. Wilson R. Rossi e Tulio D. Fernandes, os requisitos
mínimos necessários para o credenciamento de serviços aptos a oferecerem os estágios
de treinamento. AVAL DA SBMCP Comunicamos aos colegas e serviços que
queiram o aval da SBMCP quando da organização de seus eventos científicos (jornadas,
encontros, simpósios, etc.), para que sejam válidos como critérios de certificação,
que devem cumprir a seguinte normalização: |
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Boletim da SBMCP- Ano 9 - n0 33 - 3 |
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| NOTÍCIAS | |||||||||||||||||||||
O BRASIL PRESENTE NO WINTER MEETING O Brasil
esteve presente, em São Francisco, EUA, no 34th Annual Winter Meeting da
American Orthopaedic Foot and Ankle Society (Aofas). O evento ocorreu no dia 13 de março,
no Moscone Convention Center. O presidente da Aofas, Glenn Pfeffer, recebeu-nos
cordialmente, e Stephen Conti foi o program chairman. O início das atividades
foi marcado por um simpósio sobre ortobiológicos, em que foram
O presidente da SBMCP, Sergio Vianna e o presidente eleito da Aofas, Mark Myerson, se congratulam com mebros das duas sociedades no coquetel do 34 th Annual Winter Meeting da Aofas, em São Francisco. |
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| Como trabalho
de vanguarda destacou-se o de Meehan et al., que transplantaram tornozelo de cadáver
(aloenxerto osteocartilaginoso) como alternativa à artrodese e a artroplastia. É a
ousadia do homem rompendo barreiras há pouco consideradas intransponíveis. A Sociedade
Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé (SBMCP), representada por Sergio Vianna, Caio
Nery, Antonio Egydio e Verônica Vianna, sentiu-se lisonjeada pelo convite e pela
participação em almoço com a diretoria da Aofas. No encerramento festivo do congresso,
a delegação brasileira teve a oportunidade de participar de uma alegre confraternizagao,
jogando muita conversa fora. SERGIO
VIANNA |
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4 - Boletim da SBMCP- Ano 9 - n0 33 |
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| COMO EU TRATO | |||
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O pé torto congênito idiopático (PTC) é uma das principals deformidades do aparelho locomotor, pelo seu comprometirnento funcional ou estético. A complexidade desta enfermidade não se limita apenas a apresentação clínica, mas também abrange a sua etiologia e o seu tratamento. Apesar do grande avanço ocorrido na medicina neste último século, alguns pontos do seu estudo ainda permanecem obscuros na determinaçãao de sua causa, assim como na instituição de um método que satisfaça os anseios dos ortopedistas em tornar estes pés plantigrades, flexíveis e indolores. O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, no berçário. Realizamos detalhada palpação do pé, com a identificação das relações anatômicas dos ossos, seguida de gentil manipulação e imobilização com gesso. A confecção do gesso é realizada em duas etapas: na primeira imobiliza-se a porção mais proximal do membro, mantendo o joelho fletido a 90°; na segunda, após manobra de correção das deformidades, termina-se distalmente o gesso. A manipulação se inicia com um polegar posicionado sobre a porção lateral da cabeça do tálus, usando-o como um fulcro, enquanto uma contrapressão é exercida no primeiro metatarsal e no cuneiforme medial. Na primeira aplicação, tal manobra promove uma supinação do antepé, alinhando o primeiro metatarsal que se encontra verticalizado e pronado, corrigindo assim o cavismo do pé. Durante esta manipulação busca-se atingir o realinhamento simultaneo das articulações calcaneocuboide, talonavicular e talocalcaneana, com especial atenção à talonavicular. O gesso é trocado a cada semana, seguindo uma sequência de progressão baseada na |
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Boletim da SBMCP- Ano 9 - n0 33 - 5 |
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| COMO EU TRATO | SEÇÃO LIVRE | |||
correção da inversao e no ganho de abdução. Ressaltamos que os pés devem ser abduzidos e deve-se evitar a pronação do antepé, êrro frequente em outras técnicas. Outro fato importante e a recomendação de que o calcâneo não deve ser tocado ou manipulado durante a confecção do gesso. Quando não se obtem ganho na correçãao e a deformidade em equino se mantém resistente, realiza-se a tenotomia percutanea do calcâneo. A tenotomia é praticada no ambulatório, sob anestesia local. Terminada a tenotomia não observamos mais resistência a correção do equino e o pé atinge facilmente a abdução desejada, sendo então imobilizado em aparelho gessado cruropodálico, mantido por mais três semanas. Após a retirada do último gesso e com o pé corrigido, coloca-se um aparelho de abdução com barra transversal, semelhante ao de Denis-Browne, com as botas posicionadas com 45° de abdução para o pé normal e 70° de abdução para o pé deformado, com 10° de dorsiflexão. O período de uso das orteses de abdução é de 23 horas diárias nos primeiros três meses, passando-se, a seguir, para o uso noturno, ao redor de 12 horas, durante três anos. Quando ocorrer recidiva da deformidade durante o uso do aparelho de abdução, reinicia-se a colocação de gessos seriados até a correção, reiniciando-se o uso das órteses. Entretanto, para os pés não-corrigidos ou recidivados que passaram por nova sequência de gessos, indicamos a correção cirúrgica, através da liberação das partes moles: a la carte para as deformidades flexíveis e postero-medio-lateral com a via de acesso de Cincinnati segmentada para as deformidades rígidas. LUIS CARLOS RIBEIRO LARA |
HÁLUX RÍGIDO Hálux rigido é o termo usado para descrever os sintomas associados a artrite degenerativa da articulação metatarsofalangiana do hálux. E freqilente, seguindo em incidência o hálux valgo. Apesar de descrito desde 1887 (Davies-Colley e Cotterill), ainda há questionamentos a respeito, sobretudo, da etiologia e do tratamento. Gostariamos, portanto, de destacar duas publicações recentes do dr. Michael Coughlin que, a nosso ver, acrescentam informações importantes a respeito do tema, baseadas em estudos com grande casuística, mais de cem pacientes, e follow-up medio de 9,6 anos. Destacam-se como características demográficas: história familiar positiva, envolvimento bilateral e maior incidência no sexo feminino. Não foi possivel associar o hálux rígido à história de trauma, profissão ou tipo de calçado. Entretanto história de trauma era comum nos pacientes com hálux rígido unilateral. Hipermobilidade do primeiro raio, metatarsus primus elevatus, primeiro metatarsiano longo, encurtamento do tendão-de-Aquiles e hálux valgo não podem ser relacionados ao hálux rigido. Foi encontrada associação entre o hálux rigido, o hálux valgo interfalangiano e a articulação metatarsofalangiana plana. Mann e Clanton, em 1988, afirmaram que o objetivo do tratamento do hálux rígido e aliviar a dor, manter a força do primeiro raio e, se possível, manter ou restabelecer o movimento da articulação interfalangiana. Mas como alcançar esse objetivo? O que priorizar? O alívio da dor, certamente, mas quando sacrificar o movimento e realizar uma artrodese? Quais parâmetros tem relevância na escolha do tratamento? Sabemos que os sintomas e o grau de acometimento articular podem ou não coincidir com a apresentação radiográfica. Por essa razão é |
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| 6 - Boletim da SBMCP- Ano 9 - n0 33 | ||||
| SEÇÃO LIVRE | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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importante que o tratamento não deixe de levar em conta os sintomas. Urn sistema de estadiamento que considere não apenas os sinais radiográficos mas também o quadro clínico e o exame físico (mobilidade da metatarsofalangiana) parece ter urn bom valor preditivo do resultado do tratamento e serve como guia para a escolha da técnica a ser utilizada. Para os graus 1, 2 e 3, a queilectomia foi usada com sucesso. E os bons resultados parecem, diferentemente do que se poderia imaginar, perdurar ao longo do tempo. Pacientes com grau 4 ou menos de 50% de superfície articular coberta por cartilagem (identificado no peroperatório) apresentaram bons resultados quando tratados com artrodese. É importante ressaltar que a técnica de queilectomia utilizada e a descrita por Mann, na qual 25% a 30% do aspecto dorsal da cabeça do metatarsiano é ressecado após serem retirados os osteofitos, de forma a conseguir pelo menos 70° de flexão dorsal no peroperatório. Não devemos nos esquecer de que as opções de tratamento devem levar em conta não somente as características da doença, mas tambem as necessidades do paciente no que diz respeito ao nivel de atividade e estilo de vida. Classificar a doença em graus nos dá parametros para predizer com mais segurança o resultado |
desse ou daquele tratamento. O paciente deve, entretanto, ser esclarecido quanto a sua patologia, seu caráter progressivo e as diversas opções de tratamento, incluindo-se aí o tratamento conservador, para que, juntos, médico e paciente decidam qual o tratamento a ser realizado. VERONICA
VIANNA SERGIO VIANNA |
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Referências 1. Coughlin, M. J.; Shurnas, O. S. Hallux rigidus: demographics, etiology, and radiographic assessment. Foot &> Ankle Int, v. 24, n. 10, p. 731-43, 2003. 2. Coughlin, M. J.; Shurnas, O. S. Hallux rigidus: grading and long-term results of operative treatment. J Bone joint Surg, v. 85-A, n. 11, p. 2072-88, 2003. |
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Boletim da SBMCP- Ano 9 - n0 33 - 7 |
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AGENDA |
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| XII CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA E CIRURGIA DO PÉ | ||||
| 20 A 24 DE ABRIL DE 2005 | ||||
| A comissão
organizadora de nosso congresso tem se reunido regularmente e está tomando todas as
providências inicialmente cabíveis para que ele se tome mais urn evento marcante na vida
da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé (SBMCP), tanto pela beleza natural
da região e pelo ambiente em que se realizará quanto pelo seu conteúdo científico e de
educação continuada, e, ainda, pelas horas prazerosas de convívio e diversão que
proporcionará aos participantes e seus acompanhantes. A cidade de Gramado (RS), centro de atração turística em meio a serra gaúcha, já por si é digna de ser visitada e revisitada pelas belezas, encantos e acolhimento que oferece. Alguns dias do início de outono aí vividos são como um refresco para o corpo e para a alma. Algo para ser fruído em companhia de familiares e amigos, já que na nossa corrida habitual não conseguimos proporcionar-lh.es tantos agrados. Haverá uma programação para os acompanhantes nos períodos em que estivermos participando das sessões científicas e horários previstos para passeios e diversão junto com eles. Estão sendo prograramadas algumas boas surpresas para as senhoras acompanhantes. A recepção no local, no Centro de Convenções do Hotel Serra Azul, estará funcionando a partir do dia 20 de abril a tarde. Nesse dia também haverá recepcionista no aeroporto Salgado Filho para o translado a Gramado. O programa do congresso se iniciará no dia 20 de abril, quarta-feira, as 20h, e se encerrará no dia 23 de abril, as 16h, com sorteios |
para os presentes, havendo, a noite, jantar de
encerramento. Já está elaborada a grade da programação científica, que contará com conferências internacionais e nacionais, rnesas-redondas modernas, temas livres e sessões de apresentação de técnicas cirúrgicas magistrais. Está inserida também a assembléia geral da sociedade. Contamos já com a participação confirmada de dois convidados estrangeiros, G. J. Sammarco, de Cincinnatti, e Hajo Thermann, de Heidelberg, trazendo Lemas muito importantes e atualíssimos, que mencionaremos somente em futura comunicação, para deixá-los urn pouco curiosos. Para um aproveitamento total do evento, será importante que os colegas que não estiverem participando de um tour pré-congresso, a ser organizado em conjunto com o diretor-social da SBMCP, programem a sua chegada a Gramado para o dia 20 de abril, à tarde, e a saida para o dia 24 de abril, de manha. Oportunaniente serão enviadas malas-diretas com instruções para inscrição, agência de viagens e reserva de hotel. Esteja tambérn atento às novidades sobre o pé e acesse o site da SBMCP, www.sbmcp.org.br, para manter-se a par das programações. EGON
E. HENNING |
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