| Uma publicação da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé * Filiado à International Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS) | |||||
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Notícias
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Neste nosso primeiro editorial, externamos nosso júbilo pela honra e privilégio de lhes dirigir a palavra na qualidade de presidente da SBMCP. Iniciamos nossa gestão apoiados em uma extensa plataforma de trabalho, rica de propostas e projetos, estimulados e auxiliados por uma equipe coesa e motivada. O cenário mundial, no
entanto, apresenta-se nublado e tormentoso. Caio Nery, |
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Lesões
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SBMCP: Alameda Lorena, 1304 -sl. 1108 |
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Júlio
César Falaschi Costa
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| Tesouraria Prezados colegas, |
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Augusto
César Monteiro |
Servimo-nos deste espaço para informar-lhes que, em reunião realizada em 19/01/02, a diretoria da SBMCP decidiu manter o valor da anuidade na importância de R$ 175,00 (cento e setenta e cinco reais), dos quais US$ 25,00 (vinte e cinco dólares) serão destinados à Flamecipp. Registre-se ainda que a atual administração da SBMCP conta com a quantia de R$ 58.326,59 (cinqüenta e oito mil, trezentos e vinte e seis reais e cinqüenta e nove centavos) em caixa. Contamos com a compreensão e a colaboração de todos em prol de uma sociedade forte e representativa. Ressalte-se, por fim, que o referido valor deverá ser pago até 20/4/02. |
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Antonio
Carlos Flores dos Santos |
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Antonio Carlos Flores os
Santos
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1. Tibilis posterior insufficiency occurring in a patient without peronei: a mechanical etiology. Kohls-Gatzoulis, J.A. (MD); Singh, D. (FRCS) (Orth) & Angel, J.C. (FRCS) Foot & Ankle International, v. 22,n. 12, dez. 2001, p. 950-2. Os autores fazem um interessante apanhado sobre a biomecânica do pé, com enfoque na patologia do tendão tibial posterior. 2. Análise da reprodutibiilidade das classificações de Lauge-Hansen |
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Sérgio
Vianna Verônica Vianna
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Constituem o grupo mais freqüente entre as paralisias pós-traumáticas dos membros inferiores. Instala-se deformidade equinovara, conseqüente à tração não resistida do tibial posterior. Com o passar do tempo, os desvios se estruturam, e a correção passiva não é mais possível. A paralisia dos flexores dorsais do pé compromete a regularidade da marcha: o apoio do pé se estabelece de forma brusca (slap); a flexão do joelho está aumentada (steppage). O agente traumático pode incidir diretamente sobre o nervo fibular ou à distância. Nesta segunda eventualidade predominam fraturas e/ou luxações da zona acetabular e cirurgias do quadril, com ênfase para as artroplastias. A propósito das lesões do ciático, com lesão exclusiva das fibras do fibular comum, tenta-se explicar a seletividade com base no fato anatômico de que, diferente do ramo tibial, o ramo fibular é fixo e, portanto, menos propenso ao escape. Nos pacientes com deformidades em que a correção passiva ainda é possível, deve ser discutida a alternativa de tratamento conservador, com órtese de polipropileno, do tipo AFO ( ankle foot orthosis). Quando a opção aponta para o tratamento cirúrgico, tem sido nossa escolha a transferência do tibial posterior para o dorso do pé, através da membrana interóssea (técnica de Watkins). O tendão é seccionado em sua inserção no navicular, sendo exteriorizado, medialmente, ao nível da junção dos terços médio e distal da perna; o músculo com o tendão é passado anteriormente através da membrana interóssea; o tendão é conduzido, por via subcutânea, em direção ao cuneiforme intermédio, onde é fixado. Pacientes com equinismo requerem alongamento prévio do tendão-de-Aquiles. Casos com deformidade fixa ou instabilidade |
Nos pacientes com deformidades em que a correção passiva ainda é possível, deve ser discutida a alternativa de tratamento conservador, com órtese de polipropileno, do tipo AFO. Quando a opção aponta para o tratamento cirúrgico, tem sido nossa escolha a transferência do tibial posterior para o dorso do pé, através da membrana interóssea |
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carecem, inicialmente, de
artrodese (tríplice, Lambrinudi). |
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Boletim da SBMCP * ANO 8 /NÚMERO 26 * 4 |
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Há muito, muito tempo, muito antes mesmo de ter sido inventado o primeiro par de sapatos, quando os habitantes do planeta ainda se apoiavam nas quatro extremidades (pouca gente sabe disto), os nossos órgãos falavam. É, comunicavam-se entre si e com o meio que os circundava. Os relatos sobre esta época são poucos e confusos, muitos até contraditórios, pois imaginem a grande algazarra que seria uma orelha falando mais alto que a boca, mais alto ainda que a outra orelha, sua total desconhecida, mas grande rival em ecos. Enquanto a turma lá da frente (lembrem-se de que os habitantes andavam sobre as quatro extremidades) discutia desta maneira, lá embaixo, lá atrás, os pés movimentavam este carro de som, passo após passo, olhando sempre a mesma coisa: as duas mãos que se erguiam ritmadamente ao seu deslocamento, trazendo o apoio necessário à parte da frente no solo. E tanto olhavam para as mãos, e tanto, que, fixados naqueles movimentos graciosos e ondulantes - palmas para trás, dedos recolhidos, dedos estendidos, palmas no solo -, acabaram por se apaixonar, de início romanticamente, e por fim perdidamente, pelas mãos. A ponto de, um dia, num arroubo de paixão incontrolável, começarem a gritar (eles também falavam, lembram-se?) para as mãos que se erguessem daquele solo árido e traumatizante, indigno delas, que elas não deveriam |
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Antônio Carlos
Flores
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se
submeter àquela rotina estúpida de mero apoio à parte da frente, que elas poderiam
fazer muito mais coisas para o bem do habitante com aqueles movimentos tão graciosos. |
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5 * ANO 8 /NÚMERO 26 * Boletim da SBMCP * |
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| Caio Nery Presidente da SBMCP |
É com grande satisfação que abrimos este
espaço em nosso boletim para a apresentação da Holding Comunicações S/C Ltda. e de
nossa assessora de imprensa, a srta. Maria Alice Amoroso Nunes. |
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Para se lidar com os jornalistas, algumas regras básicas podem colaborar, e muito, com o trabalho voltado para imprensa. Paciência Cada jornalista deve entender de tudo um pouco, para assim ter uma idéia da infinidade das matérias em que é obrigado a trabalhar todos os dias. Muitas vezes, um jornalista que trabalha numa editoria geral, por exemplo, não conhece a medicina como deveria, mas tem todo o interesse em aprender. Por isso a paciência em explicar detalhadamente é a maior arma para um bom resultado. |
Pontualidade O tempo de cada matéria é muito exíguo, dado o número de pautas que o repórter deve cumprir na sua jornada de trabalho. Por isso a pontualidade é fundamental no atendimento destes profissionais, que, quando menos se espera, já estão saindo com outras preocupações em outros assuntos que não tem nada relacionado com a matéria realizada. Disponibilidade Quando um assunto é divulgado (através de press release) para a imprensa, o jornalista |
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Boletim da SBMCP * ANO 8 /NÚMERO 26 * 6 |
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pressupõe que o entrevistado estará à disposição para a realização das matérias. Como as agendas dos médicos também são atribuladas e cheias de cirurgias impossíveis de desmarcar, a entrevista acaba ficando em segundo plano. Na medida do possível, é importante reservar um tempo para a imprensa, para não se correr o risco de ver o concorrente falando sobre sua especialidade. Objetividade Não adianta tentar explicar todos os riscos das doenças do pé em uma entrevista de 30 segundos. Com objetividade, devem ser selecionados os mais graves e os mais importantes. Se forem gravados 30 minutos para uma entrevista de três minutos, muitas vezes o editor não terá tempo hábil para editar a matéria. Clareza Muitas vezes vemos na televisão vários tipos de entrevistados que falam como juristas, em termos técnicos e de forma dirigida à classe a que pertencem. Estas pessoas perdem uma grande oportunidade de falar a milhões de pessoas de forma clara, contundente, com firmeza e convicção sobre sua especialidade. Oportunidade Ao falar para milhões de pessoas, o potencial de uma imagem de eficiência e referência na medicina é inestimável. Muitos profissionais se tornaram fonte permanente somente pelo costume de divulgar suas especialidades à imprensa. Confiança Aquele jornalista que está atrás do microfone quer as informações que o entrevistado já possui. Nada além do assunto pautado interessa a ele. Através da assessoria de imprensa, ponte deste relacionamento, qualquer dúvida poderá ser sanada, sem que se coloque em risco o bom relacionamento com o jornalista. Profissionalismo Quando se lida com um jornalista como um profissional, a resposta, invariavelmente, é na mesma direção. Muita intimidade e brincadeiras podem ser ótimas num bate-papo fora do horário do expediente. Durante o trabalho, soa como investida interesseira do entrevistado. Perseverança Uma imagem não se constrói de um dia para o outro, mas pode ser destruída em apenas 30 segundos. Lidar com a |
imprensa é fácil; difícil é entender os meandros de sua postura, seus códigos
e linguagens, seus motivos e defeitos e sua real intenção. A decisão de falar ou não com a imprensa Os entrevistados, na sua grande maioria, têm duvidas em comum, e sempre que dão uma entrevista as mesmas questões invariavelmente se repetem: "Será que o repórter não entendeu o que eu disse?"; "As informações que forneci são diferentes das publicadas!"; "Gastei a tarde toda atendendo o repórter e levaram ao ar apenas alguns segundos da entrevista!". Neste cenário, a pergunta é unânime: "Será que não é melhor evitar a imprensa?". Mesmo correndo o risco de ser mal interpretado e de receber menos destaque que o esperado, a imprensa deve ser atendida. É preciso lembrar que entrevista não é uma propaganda, e, se for este o caso, os jornais apresentam um custo específico. É claro que todos gostariam de ver todo o seu depoimento escrito no jornal, mas nem sempre isso ocorrerá. Na maioria das vezes, apenas uma frase ou somente em dos pontos de vista será publicado. Se a relação com a imprensa for mantida com seriedade e retidão, este tipo de problema tende a diminuir com o tempo. Além disso, a cortesia é fator importante no trato com os jornalistas. Um repórter vai atrás de sua matéria, desempenhando o seu papel, independente do tratamento recebido pelo entrevistado, e as gentilezas oferecidas não o impedirão de publicar aquilo que conseguiu apurar, mas é claro que o tratamento sem hostilidade facilita a comunicação. Por outro lado, tratar sem hostilidade não significa adulação e o fornecimento de presentes sem razão. Este tratamento pode ser ofensivo e fonte de suspeitas. Quando o jornalista chega para a entrevista, instale-o em local confortável e ofereça água e café (inclusive para a equipe que o acompanha), como faria com qualquer visitante. Procure atendê-lo com a maior brevidade e pontualidade. Todos sabemos que o maior inimigo de um jornalista é o tempo, e ninguém aprecia ( muito menos um repórter) retardamentos e longas esperas porque o entrevistado é uma pessoa importante, com muitos compromissos e, por isso, não pode receber a imprensa na hora que ela deseja. Este jornalista pode ter entrevistado o governador antes de você e irá entrevistar um menino de rua depois, e, para o bom profissional da imprensa, todos tem a mesma importância. Afinal, todos estão fornecendo material para o dia seguinte e ajudando a angariar o maior tesouro de cada jornalista: a notícia. Evite fazer discurso de propaganda da sua história ou de sua clínica ou hospital, exibir fitas de vídeo ou levar o repórter para conhecer as instalações, a menos que ele peça. Tudo isso leva tempo, e, se não estiver relacionado com o assunto da entrevista, ele não vai se interessar. Enfim, a decisão de falar ou não com os jornalistas vai depender de você. Mas lembre-se de que esta relação é um caminho para mostrar o seu trabalho a milhões de pessoas, e este pode ser o início de uma relação profícua e duradoura. |
Uma imagem não
se
Maria Alice Amoroso
Nunes
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| 7 * ANO 8 /NÚMERO 26 * Boletim da SBMCP * | ||||
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Congresso da IFFAS 12 a 14 de setembro São Francisco, Califórnia - EUA A Internacional Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS) convida a todos para participar de seu encontro científico trienal. O evento será realizado nas dependências do Hyatt Hotel, na Union Square, coração de São Francisco, considerada uma das melhores cidades do mundo para lazer e entretenimento pelas revistas Travel & Leisure e Condè nast Traveler. A coordenação científica do encontro está a cargo dos drs. Ronald W. Smith e Michel Coughlin, o que, por si só, já nos faz prever um programa atraente e atual. A SBMCP, através de sua diretoria social está organizando pacotes turísticos bastante convidativos, para que todos possam aproveitar essa oportunidade ímpar de atualização científica de primeira linha, em uma cidade de paisagem deslumbrante e recursos inesgotáveis para a satisfação do turista mais exigente. Contamos com você e com toda a sua família para fazer deste mais um congraçamento entre os amigos da medicina e cirurgia do pé. |
Julho 12 a 14 Julho 28 e 29 |
agosto
9 e 10 Poços de Caldas - MG Curso Oficial de Reciclagem e Atualização em Patologias do Pé e Tornozelo da SBMCP Informações: http://www.sbmcp.org.br 2003 Maio 1 a 4 |
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Boletim da SBMCP ANO 78 /NÚMERO 26 8
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