Uma publicação da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé   * Filiado à International Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS)
       

 

        Notícias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fronteiras e desafios, 

Neste nosso primeiro editorial, externamos nosso júbilo pela honra e privilégio de lhes dirigir a palavra na qualidade de presidente da SBMCP.

Iniciamos nossa gestão apoiados em uma extensa plataforma de trabalho, rica de propostas e projetos, estimulados e auxiliados por uma equipe coesa e motivada.

  O cenário mundial, no entanto, apresenta-se nublado e tormentoso.
A tragédia de 11 de setembro não atingiu apenas o povo americano.
Feriu-nos a todos, impondo um clima restritivo e recessivo que não será manifesto apenas na área econômica. Já se pode constatar retrocesso importante nas relações entre os povos, o que penaliza mais cruelmente os carentes e subdesenvolvidos. É impossível estimar o tempo necessário para desfazer-se tamanho mal e para voltarmos ao ponto em que nos encontrávamos naquele triste momento.
  Ao clima já hostil em que vivíamos no final de 2001, a América Latina acrescentou novas ondas de turbulência, quando pudemos assistir à mais completa deterioração dos cenários econômico e social jamais vista nesta região. Serão notáveis outras ondas de retração de investimentos que, certamente, se farão sentir em nossos projetos.
  É exatamente nessa onda de instabilidade e insegurança que iniciamos nosso trabalho.
  Ao invés de desânimo, a adversidade nos estimula a criatividade e redobra as energias para busca de novas soluções.
  Quanto maiores forem os desafios, maior será nossa certeza de sucesso, porque acreditamos que a SBMCP sempre foi, e continuará sendo, maior do que todas as fronteiras que lhe foram impostas.

Caio Nery,
 
Presidente da SBMCP

 

 

        Lesões
        traumáticas
        irreparáveis do
        nervo fibular

 

   
      Os pés
pelas mãos

 

        
Assessoria de
comunicação
e marketing

 

SBMCP: Alameda Lorena, 1304 -sl. 1108
CEP 01424-001 - São Paulo - SP - Brasil
Tel: (0xx11) 3082 6919  Fax:  3082 2518
www.sbmcp.org.br e-mail:sbmcp@sbmcp.org.br

 

 

 Júlio César Falaschi Costa
Membro da Comissão Organizadora

 


Amigos da Sociedade, É com imensa satisfação que enviamos a vocês o primeiro comunicado sobre o Curso Oficial de Reciclagem e Atualização em Patologias do Pé e Tornozelo, que a SBMCP realizará nos dias 9 e 10 de agosto de 2002 na cidade de Poços de Caldas - MG. A meta é discutir e aprimorar novas técnicas, além de abordar temas gerais (em mesas-redondas modernas e convencionais), focalizando o dia-a-dia dos nossos consultórios. Realizaremos dois workshops visando detalhar de maneira prática as osteotomias mais usadas no tratamento do hálux valgo e conceitos práticos de como prescrever palmilhas. .


Complementando esta atividade científica, teremos uma intensa programação social, não só para você, sócio, como para seus familiares. Além das belezas naturais e dos muitos pontos turísticos que Poços de Caldas oferece, estamos programando atividades imperdíveis para nossos acompanhantes (passeios de escuna, chá da tarde com apresentação de um quarteto de cordas na Casa da Cultura e um sensacional churrasco no Haras Gimenes, onde atrações especiais serão o porco e o javali no rolete e o porco na turbina).
Não perca a oportunidade de participar de mais um encontro desta grande família que é a SBMCP.

Tesouraria
Prezados colegas,

 Augusto César Monteiro
1
· Tesoureiro da SBMCP


Servimo-nos deste espaço para informar-lhes que, em reunião realizada em 19/01/02, a diretoria da SBMCP decidiu manter o valor da anuidade na importância de R$ 175,00 (cento e setenta e cinco reais), dos quais US$ 25,00 (vinte e cinco dólares) serão destinados à Flamecipp.
Registre-se ainda que a atual administração da SBMCP conta com a quantia de R$ 58.326,59 (cinqüenta e oito mil, trezentos e vinte e seis reais e cinqüenta e nove centavos) em caixa.
Contamos com a compreensão e a colaboração de todos em prol de uma sociedade forte e representativa.
Ressalte-se, por fim, que o referido valor deverá ser pago até 20/4/02.

Antonio Carlos Flores dos Santos
2
· Tesoureiro da SBMCP

 

 

 

 

Antonio Carlos Flores os Santos
Editor médico

 

 


1
. Tibilis posterior insufficiency occurring in a patient without peronei: a mechanical etiology.
Kohls-Gatzoulis, J.A. (MD); Singh, D. (FRCS) (Orth) & Angel, J.C. (FRCS)
Foot & Ankle International, v. 22,n. 12, dez. 2001, p. 950-2. 
Os autores fazem um interessante apanhado sobre a biomecânica do pé, com enfoque na patologia do tendão tibial posterior.

2. Análise da reprodutibiilidade das classificações de Lauge-Hansen
e Danis-Weber para fraturas do tornozelo.

Tenório, R. B.; Mattos, C. A.; Araujo, L. H. C. & Belangero, W.D.
Revista Brasileira de Ortopedia (RBO), v. 36, n. 11/12, nov./dez. 2001, p. 434-7
Uma boa revisão dos conceitos de ambas as classificações e suas sutilezas.


Boletim da SBMCP 
*  ANO 8 / NÚMERO 26  *  2

 


Ao assistir ao surgimento de várias iniciativas de criação de revista por parte dos comitês de especialidade, a presidência da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e o editor-chefe da Revista Brasileira de Ortopedia convocaram uma reunião da qual participaram os presidentes de comitês da SBOT e toda a comissão editorial da RBO. Nesta ocasião, foi proposta a criação de suplementos à Revista Brasileira de Ortopedia, nos quais seriam concentrados os trabalhos de cada especialidade. Além da facilidade de poder contar com a infra-estrutura já existente para produção, impressão e distribuição de uma revista, os comitês contariam com o apoio logístico e o suporte financeiro da entidade-mãe. Esta solução, já apresentada como sugestão da SBMCP em duas ocasiões anteriores,


satisfaria plenamente nossas necessidades, além de consolidar a RBO como revista prestigiada pela comunidade ortopédica nacional. Esta diretoria, na reunião de janeiro do corrente ano, acatou a sugestão da SBOT e aderiu ao projeto de produzir o Suplemento de Medicina e Cirurgia do Pé da Revista Brasileira de Ortopedia. Mantivemos a responsabilidade editorial deste suplemento nas mãos do prof. dr. Egon Erich Henning, que já está pronto para iniciar sua tarefa. Os trabalhos deverão ser enviados à SBMCP, seguindo-se as mesmas exigências e padrões determinados pela RBO, a cujos conselho editorial e chefia editorial nos reportamos. Como pretendemos publicar em novembro de 2002 nosso primeiro suplemento, estaremos recebendo trabalhos até o dia 31 de Agosto. Participe!!!

  Caio Nery
  Presidente da SBMCP,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Caio Nery
  Presidente da SBMCP,

Dentro do costumeiro clima de amizade e cordialidade entre os donos da casa e os participantes de várias partes do mundo, ocorreu o já famoso Dia da Especialidade da Sociedade Americana de Pé e Tornozelo. Com muito orgulho destacamos a participação do prof. dr. Osny Salomão em um simpósio internacional sobre o tema Abordagens e Problemas na Cirurgia do Hálux Valgo, do qual tomaram parte os também doutores Greta Dereymaeker (Bélgica), Sandro Gianne (Itália), Luis Barouk (França) e Pascal Rippstein (Suíça), coordenados pelo sempre simpático e competente Andrea Cracchiolo III ( Estados Unidos). O prof. Osny apresentou sua vasta experiência no uso da técnica de Lapidus, com base no tratamento de 80 pés, os quais foram acompanhados por período médio de 18 anos (mínimo de dois e máximo de 36 anos de seguimento!!!).

O simpósio foi um grande sucesso!!! Nossas congratulações ao prof. dr. Osny Salomão.

3 * ANO 8 /NÚMERO 26 *  Boletim da SBMCP  * 

 

Sérgio Vianna 
Vice-presidente da SBMCP  

Verônica Vianna  
Editora médica 

 

 

Constituem o grupo mais freqüente entre as paralisias pós-traumáticas dos membros inferiores. Instala-se deformidade equinovara, conseqüente à tração não resistida do tibial posterior. Com o passar do tempo, os desvios se estruturam, e a correção passiva não é mais possível. A paralisia dos flexores dorsais do pé compromete a regularidade da marcha: o apoio do pé se estabelece de forma brusca (slap); a flexão do joelho está aumentada (steppage). O agente traumático pode incidir diretamente sobre o nervo fibular ou à distância. Nesta segunda eventualidade predominam fraturas e/ou luxações da zona acetabular e cirurgias do quadril, com ênfase para as artroplastias. A propósito das lesões do ciático, com lesão exclusiva das fibras do fibular comum, tenta-se explicar a seletividade com base no fato anatômico de que, diferente do ramo tibial, o ramo fibular é fixo e, portanto, menos propenso ao escape. Nos pacientes com deformidades em que a correção passiva ainda é possível, deve ser discutida a alternativa de tratamento conservador, com órtese de polipropileno, do tipo AFO ( ankle foot orthosis). Quando a opção aponta para o tratamento cirúrgico, tem sido nossa escolha a transferência do tibial posterior para o dorso do pé, através da membrana interóssea (técnica de Watkins). O tendão é seccionado em sua inserção no navicular, sendo exteriorizado, medialmente, ao nível da junção dos terços médio e distal da perna; o músculo com o tendão é passado anteriormente através da membrana interóssea; o tendão é conduzido, por via subcutânea, em direção ao cuneiforme intermédio, onde é fixado. Pacientes com equinismo requerem alongamento prévio do tendão-de-Aquiles. Casos com deformidade fixa ou instabilidade 

Nos pacientes com deformidades em que a correção
passiva ainda é possível, deve
ser discutida a alternativa de
tratamento conservador, com
órtese de polipropileno, do tipo
AFO. Quando a opção aponta
para o tratamento cirúrgico, 
tem sido nossa escolha a
transferência do tibial posterior para o dorso do pé, através da membrana interóssea

carecem, inicialmente, de artrodese (tríplice, Lambrinudi). 
Outras técnicas foram descritas: 1) transferência simultânea do tibial posterior e do flexor longo dos dedos (Carrayon); 2) transferência do tibial posterior ao redor do aspecto medial da tíbia (Lipscomb); 3) associação, de rotina, de transferência do tibial posterior com artrodese tríplice (Lipscomb). Constituem fatores contra a transferência do tibial posterior: 1) tem excursão limitada; 2) podem ocorrer aderências; 3) não é fásico com a função pretendida; 4) a reeducação é prolongada. Como dados positivos, assinalamos a orientação do tendão transferido, permitindo tração direta sobre o pé, a dispensa de órtese e a melhoria das condições de marcha. Mesmo que seja por um efeito tenodesante, quando a reeducação não consegue transformar o tibial posterior num componente fásico com a marcha.

 

Boletim da SBMCP  ANO 8 /NÚMERO 26 *  4     

 

Há muito, muito tempo, muito antes mesmo de ter sido inventado o primeiro par de sapatos, quando os habitantes do planeta ainda se apoiavam nas quatro extremidades (pouca gente sabe disto), os nossos órgãos falavam. É, comunicavam-se entre si e com o meio que os circundava. Os relatos sobre esta época são poucos e confusos, muitos até contraditórios, pois imaginem a grande algazarra que seria uma orelha falando mais alto que a boca, mais alto ainda que a outra orelha, sua total desconhecida, mas grande rival em ecos. Enquanto a turma lá da frente (lembrem-se de que os habitantes andavam sobre as quatro extremidades) discutia desta maneira, lá embaixo, lá atrás, os pés movimentavam este carro de som, passo após passo, olhando sempre a mesma coisa: as duas mãos que se erguiam ritmadamente ao seu deslocamento, trazendo o apoio necessário à parte da frente no solo. E tanto olhavam para as mãos, e tanto, que, fixados naqueles movimentos graciosos e ondulantes - palmas para trás, dedos recolhidos, dedos estendidos, palmas no solo -, acabaram por se apaixonar, de início romanticamente, e por fim perdidamente, pelas mãos. A ponto de, um dia, num arroubo de paixão incontrolável, começarem a gritar (eles também falavam, lembram-se?) para as mãos que se erguessem daquele solo árido e traumatizante, indigno delas, que elas não deveriam 

  Antônio Carlos Flores
  dos Santos
 
 Membro titular da SBMCP

 

 

 

 

se submeter àquela rotina estúpida de mero apoio à parte da frente, que elas poderiam fazer muito mais coisas para o bem do habitante com aqueles movimentos tão graciosos.
O cérebro, que era o único que prestava atenção a tudo em volta (os outros órgãos só gritavam), deu-se conta que os pés tinham razão - eles, os pés, eram fortes,i mpulsionadores, resistentes, preparados - e, num repente, ergueu o tronco do habitante, firmou seu peso na área da sua pelve, desfez a curva da cabeça, que passou a encarar tudo de frente, e deixou balantes os braços e as mãos. Livres! 
Foi tudo tão repentino, tão assustador, que os órgãos todos se calaram, pasmos com o que acontecera. E estão assim até hoje. A felicidade dos pés por terem sido os libertadores das mãos para o resto da vida e dos tempos não parou aí.
Até hoje, nos centros cirúrgicos de microcirurgia, num gesto final de compreensão suprema e amor absoluto, doam seus dedos, seus tendões, seus músculos, todos, se preciso for, às amadas mãos, para que elas, graciosas e agradecidas, os massageiem preguiçosamente todas as noites, como recompensa máxima de seu gesto desprendido, singelo e apaixonado.


5
* ANO 8 /NÚMERO 26 *  Boletim da SBMCP  *

 

 
   Caio Nery
   Presidente da SBMCP

  É com grande satisfação que abrimos este espaço em nosso boletim para a apresentação da Holding Comunicações S/C Ltda. e de nossa assessora de imprensa, a srta. Maria Alice Amoroso Nunes.
  A decisão de contratar seus serviços partiu da necessidade de destacar a SBMCP, e principalmente os médicos a ela ligados, para a população em geral.
  Os esforços se concentrarão em divulgar nossa atividade médica na especialidade de medicina e cirurgia do pé, que é desconhecida, pasmem, até de nossos colegas médicos! Não é só o paciente que se surpreende ao saber que existem pessoas interessadas na saúde e na compreensão das patologias dos pés. São os educadores, os desportistas, os advogados, os engenheiros, os economistas, os trabalhadores e também os médicos!!!
  Começamos já a tarefa de criar textos, matérias, assuntos e peças promocionais que busquem as diversas interfaces com os mais variados ramos de atividade, com o intuito precípuo de colocar você, cirurgião do pé, em evidência e destaque.
  Este trabalho deverá ser aproveitado por todos! Mais que isso, deverá ter a colaboração de todos e deverá auxiliar cada um que dele necessite, em sua cidade, em seu estado, com os meios de comunicação disponíveis.
  A srta. Maria Alice e a Holding Comunicações estão a serviço de todos os membros da SBMCP.
E já iniciaram contatos com colegas das diversas regiões do Brasil para atuar, em conjunto com eles, na divulgação de nossa especialidade.
  Qualquer dia desses, será a sua vez!
  Aproveite esta iniciativa e entre em contato conosco. Apresente suas idéias e use também as nossas.
  Participe e nos ajude a difundir e valorizar nossa especialidade.

          

 

 

Para se lidar com os jornalistas, algumas regras básicas podem colaborar, e muito, com o trabalho voltado para imprensa.

Paciência

Cada jornalista deve entender de tudo um pouco, para assim ter uma idéia da infinidade das matérias em que é obrigado a trabalhar todos os dias. Muitas vezes, um jornalista que trabalha numa editoria geral, por exemplo, não conhece a medicina como deveria, mas tem todo o interesse em aprender. Por isso a paciência em explicar detalhadamente é a maior arma para um bom resultado.

Pontualidade

O tempo de cada matéria é muito exíguo, dado o número de pautas que o repórter deve cumprir na sua jornada de trabalho. Por isso a pontualidade é fundamental no atendimento destes profissionais, que, quando menos se espera, já estão saindo com outras preocupações em outros assuntos que não tem nada relacionado com a matéria realizada.

Disponibilidade

Quando um assunto é divulgado (através de press release) para a imprensa, o jornalista 

Boletim da SBMCP  ANO 8 /NÚMERO 26 *  6

 

pressupõe que o entrevistado estará à disposição para a realização das matérias. Como as agendas dos médicos também são atribuladas e cheias de cirurgias impossíveis de desmarcar, a entrevista acaba ficando em segundo plano. Na medida do possível, é importante reservar um tempo para a imprensa, para não se correr o risco de ver o concorrente falando sobre sua especialidade.

Objetividade

Não adianta tentar explicar todos os riscos das doenças do pé em uma entrevista de 30 segundos. Com objetividade, devem ser selecionados os mais graves e os mais importantes. Se forem gravados 30 minutos para uma entrevista de três minutos, muitas vezes o editor não terá tempo hábil para editar a matéria.

Clareza

Muitas vezes vemos na televisão vários tipos de entrevistados que falam como juristas, em termos técnicos e de forma dirigida à classe a que pertencem. Estas pessoas perdem uma grande oportunidade de falar a milhões de pessoas de forma clara, contundente, com firmeza e convicção sobre sua especialidade. 

Oportunidade

Ao falar para milhões de pessoas, o potencial de uma imagem de eficiência e referência na medicina é inestimável. Muitos profissionais se tornaram fonte permanente somente pelo costume de divulgar suas especialidades à imprensa.
Conteúdo
O jornalista é um prestador de serviços à população e, por conseguinte, necessita de dados precisos sobre o assunto, pois, convencido da realidade que está sendo a ele passada, o texto final terá o conteúdo necessário para convencer o editor a publicá-lo e, conseqüentemente, apelo junto à população.

Confiança

Aquele jornalista que está atrás do microfone quer as informações que o entrevistado já possui. Nada além do assunto pautado interessa a ele. Através da assessoria de imprensa, ponte deste relacionamento, qualquer dúvida poderá ser sanada, sem que se coloque em risco o bom relacionamento com o jornalista.

Profissionalismo

Quando se lida com um jornalista como um profissional, a resposta, invariavelmente, é na mesma direção. Muita intimidade e brincadeiras podem ser ótimas num bate-papo fora do horário do expediente. Durante o trabalho, soa como investida interesseira do entrevistado.

Perseverança

Uma imagem não se constrói de um dia para o outro, mas pode ser destruída em apenas 30 segundos. Lidar com a 

imprensa é fácil; difícil é entender os meandros de sua postura, seus códigos e linguagens, seus motivos e defeitos e sua real intenção.
Mas, ao lado de uma assessoria de imprensa com credibilidade perante a mídia e boa vontade e perseverança, uma nova fonte de referência pode surgir, com o aval de milhões de pessoas ávidas por boa informação, prestação de serviços à comunidade e convicção profissional. Tudo depende da forma de abordagem e de sua direção.

A decisão de falar ou não com a imprensa

Os entrevistados, na sua grande maioria, têm duvidas em comum, e sempre que dão uma entrevista as mesmas questões invariavelmente se repetem: "Será que o repórter não entendeu o que eu disse?"; "As informações que forneci são diferentes das publicadas!"; "Gastei a tarde toda atendendo o repórter e levaram ao ar apenas alguns segundos da entrevista!". Neste cenário, a pergunta é unânime: "Será que não é melhor evitar a imprensa?". Mesmo correndo o risco de ser mal interpretado e de receber menos destaque que o esperado, a imprensa deve ser atendida. É preciso lembrar que entrevista não é uma propaganda, e, se for este o caso, os jornais apresentam um custo específico. É claro que todos gostariam de ver todo o seu depoimento escrito no jornal, mas nem sempre isso ocorrerá. Na maioria das vezes, apenas uma frase ou somente em dos pontos de vista será publicado. Se a relação com a imprensa for mantida com seriedade e retidão, este tipo de problema tende a diminuir com o tempo. Além disso, a cortesia é fator importante no trato com os jornalistas. Um repórter vai atrás de sua matéria, desempenhando o seu papel, independente do tratamento recebido pelo entrevistado, e as gentilezas oferecidas não o impedirão de publicar aquilo que conseguiu apurar, mas é claro que o tratamento sem hostilidade facilita a comunicação. Por outro lado, tratar sem hostilidade não significa adulação e o fornecimento de presentes sem razão. Este tratamento pode ser ofensivo e fonte de suspeitas. Quando o jornalista chega para a entrevista, instale-o em local confortável e ofereça água e café (inclusive para a equipe que o acompanha), como faria com qualquer visitante. Procure atendê-lo com a maior brevidade e pontualidade. Todos sabemos que o maior inimigo de um jornalista é o tempo, e ninguém aprecia ( muito menos um repórter) retardamentos e longas esperas porque o entrevistado é uma pessoa importante, com muitos compromissos e, por isso, não pode receber a imprensa na hora que ela deseja. Este jornalista pode ter entrevistado o governador antes de você e irá entrevistar um menino de rua depois, e, para o bom profissional da imprensa, todos tem a mesma importância. Afinal, todos estão fornecendo material para o dia seguinte e ajudando a angariar o maior tesouro de cada jornalista: a notícia. Evite fazer discurso de propaganda da sua história ou de sua clínica ou hospital, exibir fitas de vídeo ou levar o repórter para conhecer as instalações, a menos que ele peça. Tudo isso leva tempo, e, se não estiver relacionado com o assunto da entrevista, ele não vai se interessar. Enfim, a decisão de falar ou não com os jornalistas vai depender de você. Mas lembre-se de que esta relação é um caminho para mostrar o seu trabalho a milhões de pessoas, e este pode ser o início de uma relação profícua e duradoura. 

  Uma imagem não se 
  constrói de um dia
  para o outro, mas
  pode ser destruída
  em apenas 30
  segundos. Lidar com
  a imprensa é fácil;
  difícil é entender os
  meandros de sua
  postura, seus
  códigos e linguagens,
  seus motivos  e
  defeitos e sua real
  intenção

 

 

 

 

 

 

 

 

 Maria Alice Amoroso Nunes
 
Assessora de Imprensa da
 SBMCP; sócia-proprietária da
 Holding Comunicações;
 jornalista formada na
 Faculdade  Cásper Líbero;
 atualmente  cursando o MBA
 de  Comunicação com
 formação em  Marketing na
  ESPM

 

7 * ANO 8 /NÚMERO 26 *  Boletim da SBMCP  *

 


Congresso da IFFAS
12 a 14 de setembro
São Francisco, Califórnia - EUA
A Internacional Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS) convida a todos para participar de seu encontro científico trienal. O evento será realizado nas dependências do Hyatt Hotel, na Union Square, coração de São Francisco, considerada uma das melhores cidades do mundo para lazer e entretenimento pelas revistas Travel & Leisure e Condè nast Traveler. A coordenação científica do encontro está a cargo dos drs. Ronald W. Smith e Michel Coughlin, o que, por si só, já nos faz prever um programa atraente e atual. A SBMCP, através de sua diretoria social está organizando pacotes turísticos  bastante convidativos, para que todos possam aproveitar essa oportunidade ímpar de atualização científica de primeira linha, em uma cidade de paisagem deslumbrante e recursos inesgotáveis para a satisfação do turista mais exigente. Contamos com você e com toda a sua família para fazer deste mais um congraçamento entre os amigos da medicina e cirurgia do pé.

Julho 12 a 14
Traverse City, Michigan (EUA)
18th  Annual Summer Meeting
American  Foot and Ankel Society

Informações 
fax: (206) 223 1178, A/C Diane Fields
email: diane@cantrall.com

Julho 28 e 29
Nagoya ( Japão)
Japanese Society for Surgery of the Foot Nagoya City University Medical School
Informações: tel: 81 (52) 851 5511
fax: 81 (52) 842 0266, A/C prof. Nobuo Matsui

agosto 9 e 10
Poços de Caldas - MG
Curso Oficial de Reciclagem e Atualização
em Patologias do Pé e Tornozelo da SBMCP
Informações: http://www.sbmcp.org.br

2003 Maio 1 a 4
Vitória - ES
XI Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé
3º Congresso Latino-Americano de Cirurgia do Pé e da Perna
2º Congresso Pan- Americano de Cirurgia do Pé e da Perna

Informações: tel: (11) 3082 6919 
 fax: (11) 3082 2518
email: sbmcp@sbmcp.org.br
http://www.sbmcp.org.br
 

Boletim da SBMCP  ANO 78 /NÚMERO 26  8

 

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