| Uma publicação da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé * Filiado à International Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS) | |||||
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Eleições da
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Não é necessário ficar repetindo o que nós conseguimos, mas alguns Mauro Fuchs |
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Notícias
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SBMCP: Alameda Lorena, 1304 -sl. 1108 |
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Antonio
Carlos Flores dos Santos
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As eleições para a nova diretoria da SBMCP transcorreram, como era previsto, dentro da maior lisura e com a disputa final por votos envolvendo a todos os componentes de ambas as chapas, maciçamente determinados a vencer. A escolha do local da votação por partda comissão eleitoral, a absoluta obediência aos artigos do estatuto - com o dr. Fernando fiscalizando rigidamente até a distância mínima a ser mantida entre os candidatos e a mesa eleitoral, a boca - de - urna inibida nas zonas determinadas, mas exacerbada nos corredores e escadarias do Minascentro, os pins e os adesivos, os cartões com as nominativas, as plataformas eleitorais, ocupando todos os espaços possíveis nos pontos de encontro do "pessoal de pé" - respirava-se eleição por toda parte. |
chapas concorrendo, eram constantemente cercados pelos representantes verdes e amarelos, e "decorados" com os adereços de campanha de ambas as chapas. O que mais se depreendeu disto? |
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Verônica Vianna
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1. Clínica ortopédica: atualizaçãoem cirurgia do pé e tornozelo. Editor convidado: Osny Salomão Clínica ortopédica: atualização em cirurgia do pé e tornozelo, v.2, n.2, junho 2001. Com médicos colaboradores de praticamente todo o território nacional, além de três convidados estrangeiros, Raoul Rodriguez, James Sammarco e Ross Taylor, abrange os principais tópicos de interesse na cirurgia do pé e tornozelo da atualidade de forma clara e objetiva. Muito útil como atualização e grande ferramenta no ensino aos médicos residentes. 2.
Subtalar distraction bone block arthrodesis. 3. Current concepts review: acquired flatfoot in adults due to 4. Editorial: a potential concern in total joint arthroplasty: systemic |
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Kelly
Cristina Stéfani |
O bloqueio anestésico dos nervos periféricos do pé e do tornozelo consiste na infiltração local do agente anestésico que, por difusão, atinge o nervo tibial posterior, o safeno, ofibular superficial e o profundo e o nervo sural. Os impulsos nervosos sensitivos destes nervos são bloqueados, e isto permite a realização de procedimentos cirúrgicos no antepé e no mediopé. Este procedimento é tecnicamente simples, propicia anestesia satisfatória e analgesia prolongada, permite a realização de cirurgias ambulatoriais e reduz o período de internação e, consequentemente, os custos hospitalares. Utilizamos como anestésicos locais a bupivacaína a 0,5% (5mg/kg-7mg/kg de peso) e a lidocaína a 2% (5mg/kg-7mg/kg de peso), na proporção de 1:1, ambas sem vasoconstritor. A quantidade do anestésico injetada em cada nervo depende do procedimento que vai ser realizado. A escolha dos anestésicos recaiu na mistura entre a bupivacaína, que possui um longo tempo de latência e atuação, e a lidocaína, que tem um grande poder de difusibilidade, baixa toxidade, imensa ação tópica e curto período de latência. Tal mistura potencializa o efeito anestésico com segurança. Previamente à realização do bloqueio anestésico, todos os pacientes são preparados para possível anestesia geral ou espinhal e instruídos para um mínimo de oito horas de jejum antes do procedimento. Sempre realizamos o pentabloqueio em ambiente adequado, ou seja, no centro cirúrgico, com aparelhagem ideal de monitorização. Para diminuir a ansiedade do paciente e reduzir o desconforto causado pela injeção no pé e no tornozelo, utilizamos a associação de medicação pré-anestésica, como meperidina 0,1mg/kg ou diazepam 0,1mg/kg - 0,2mg/kg intramuscular, aproximadamente uma hora antes da cirurgia. Após infiltraçãonos nervos periféricos, o tempo de latência para o início da ação anestésica foi de aproximadamente 20 minutos depois de sua administração. A exsanguinação do pé com faixa de esmarch e o emprego de torniquete estreito (8cm) no plano do tornozelo foram bem tolerados pelos pacientes durante o período de duração das cirurgias, em média cerca de uma hora e 30 minutos. |
O bloqueio anstésico do pé e do tornozelo é um método eficiente de anestesia, pois apresenta como vantagem: técnicas simples, diminuição dos riscos anestésicos, praticidade de cirurgia ambulatorial e conforto do paciente proporcionando pela analgesia pós-operatória. Todavia apresenta como desvantagem o desconforto provocado pela injeção no pé e no tornozelo e pelo uso do torniquete. Para que o método seja corretamente empregado, é necessário conhecimento da anatomia topográfica do membro inferior para localizar os cinco nervos periféricos (tibial, sural, safeno, fibular superficial e profundo). A escolha dos anestésicos depende de muitos fatores, incluindo o tempo de latência do medicamento e adoração da anestesia. Nós utilizamos a bupivacaína a 0,5% e a lidocaína a 2% , na proporção de 1:1 , e administramos volumes entre 20ml e 25ml para cada pé, não excedendo 40ml quando o procedimento é bilateral. O período de latência da solução anestésica é relativamente curto, variando de 15 minutos a 20 minutos após a sua administração. O bloqueio anestésico periférico do pé e do tornozelo apresenta vantagens em relação ao bloqueio de Bier por ser de fácil execução, ter baixo risco de complicações e por proporcionar conforto prolongado no pós-operatório devido à analgesia, além de evitar a administração endovenosa de anestésico e os riscos inerentes ao procedimento. Esta técnica pode ser usada como principal procedimento anestésico ou como coadjuvante para analgesia nos pacientes que forem submetidos a anastesia geral ou espinhal durante a execução de cirurgias de maior porte. O bloqueio anestésico do pé e do tornozelo é um procedimento limitado para cirurgias no antepé e no mediopé. Algumas contra-indicações desta técnica são o seu emprego em crianças, em pacientes com insuficiência hepática ou quando existe infecção local adjacente ao ponto de infiltração. A anestesia regional do pé e do tornozelo mostrou ser um método seguro e eficiente, diminuindo os riscos anestésicos envolvoidos nas anestesias geral, peridural ou epidural, propiciando maior conforto pós-operatório e alto grau de satisfação dos pacientes, além de reduzir os custos hospitalares ao permitir a realização de cirurgias ambulatoriais. |
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Boletim da SBMCP * ANO 7 /NÚMERO 25 * 4 |
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| Bloqueio
Anestésico periférico nas cirurgias o Pé Técnica A. Bloqueio do nervo tibial B. Bloqueio do nervo safeno C. Bloqueio do nervo fibular
superficial D. Bloqueio do nervo fibular
profundo E. Bloqueio do nervo sural |
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| 5 * ANO 7 /NÚMERO 25 * Boletim da SBMCP * | ||
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Marcha normal Como decorrência da localização do tendão tibial posterior, medial ao eixo da subtalar e posterior ao eixo do tornozelo, ele atua como um flexor do tornozelo e inversor do retropé. Durante a marcha, a contração do tibial posterior promove a inversão da subtalar, com perda do paralelismo dos eixos da talonavicular e calcaneocubóide, com consequente bloqueio do mediopé. Fica assim estabelecida uma alavanca rígida que permite a propulsão do pé sobre as cabeças metatarsais. Por outro lado, sabemos que o tibial posterior tem uma pequena excursão, fazendo com que mesmo pequenos alongamentos como 1cm comprometam sua função como estabilizador dinâmico primário do arco longitudinal. Tibial posterior insuficiente Num paciente com insuficiência do tibial posterior a inversão talocalcaneana está comprometida, os eixos da talonavicular e calcaneocubóide permanecem paralelos, não se estabelece a alavanca rígida e a força de propulsão fica concentrada no mediopé, criando uma zona de estresse a este nível. A continuidade da marcha nestas circunstâncias gera um colapso do mediopé, o antepé fica em abdução, por ação do fibular curto, e o retropé é mantido em valgo excessivo. A degeneração do tendão Frey et al. Descreveram uma área crítica de hipovascularização a 4cm da inserção na tuberosidade do navicular, confirmando o trabalho de Stepien. Conti & Schweitzer confirmam a propensão da degeneração e ruptura na área de hipovascularização. O trabalho realizado por Prado et al. Nega a existência de zona de hipovascularização no |
O quadro clínico A disfunção do tibial posterior inclui um amplo espectro de alterações progressivas, desde a tenossinovite à ruptura tendinosa, com ou sem colapso do retropé, ao pé planovalgo rígido. Consequentemente, o quadro clínico será variável. Tipicamente, compromete mulheres obesas de meia-idade. Na maioria dos pacientes, o pé plano tem início insidioso, com dor e edema no aspecto medial do tornozelo e retropé. O exame físico é fundamental. Primeiro, porque o diagnóstico é eminentemente clínico. Segundo, porque através do exame físico estadiamos a lesão, o que nos permite definir o plano terapêutico. Dor à pressão e edema ao nível do tendão, valgo de retropé, abdução do antepé ( "too many toes" ), teste de elevação na ponta de um dos pé e teste de elevação na ponta dos pés. A inversão é fraca ou inexistente. O teste manual para o tibial posterior deve ser feito com o pé em equino, para que fique anulada a ação inversora do tibial anterior. Verificar se não existe encurtamento do tendão de Aquiles. Em alguns pacientes, hipermobilidade significativa da talonavicular pode ser secundária à atenuação da cápsula medial e do ligamento calcaneonavicular. É importante analisar a relação do antepé com o retropé para observar a presença de supinação fixa do antepé. |
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Boletim da SBMCP * ANO 7 /NÚMERO 25 * 6 |
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Sinal de elevação do primeiro metatarsiano (descrito por Hintermann & Gachter): com o paciente em posição ortostática, rodamos externamente a perna ou levamos o calcanhar em varo. Na vigência de insuficiência do tibial posterior, a cabeça do primeiro metatarsiano se eleva. Diagnóstico por imagem O estudo radiográfico não é necessário para estabelecer-se o diagnóstico da DTP; entretanto, é importante para estadiar a deformidade e avaliar a extensão das alterações degenerativas. O estudo deve incluir o AP, perfil do pé e do tornozelo - todas com carga. Com o agravamento da deformidade, o navicular desliza lateralmente sobre a cabeça do tálus, que vai ficando descoberta. O perfil revela a flexão plantar do tálus. Diminui a distância entre o cuneiforme medial e o solo. As radiografias do tornozelo são importantes, uma vez que casos com longa evolução podem desenvolver artrose a este nível ou inclinação do tálus. Existe certa controvérsia com relação ao exato papel da ressonância magnética no planejamento terapêutico de pacientes com DTP. Embora alguns acreditem que a RM seja uma ferramenta útil no diagnóstico, outros questionam o seu uso indiscriminado na prática clínica. Diagnóstico diferencial Ruptura do ligamento calcaneonavicular (spring); artrose do tornozelo com inclinação talar; artrite talonavicular; artrite pós-traumática da articulação de Lisfranc; artrite do retropé; neuropatia;desequilíbrio neuromuscular. Estágios /
tratamento |
antiinflamatório, imobilização e fisioterapia.Nos casos resistentes ao tratamento conservador, pode estar indicada a
tenossinovectomia. |
Sérgio Vianna Membro titular da SBMCP
Verônica Vianna
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Referências
1. Johnson, K. A. "Tibialis
posterior tendon dysfunction"in surgery of the foot and ankle.
New York: Raven press.1989. p.221-44 |
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| Fevereiro
16 Dallas, Texas (EUA) 32nd Annual Winter Meeting American Orthopaedic Foot and Ankel Society Informações: fax: (206) 223 1178, A/C Diane Fields email: diane@cantrall.com Março
21 a 23 Julho 12 a 14 |
Julho
28 e 29 Nagoya ( Japão) Japanese Society for Surgery of the Foot Nagoya City University Medical School Informações: tel: 81 (52) 851 5511 fax: 81 (52) 842 0266, A/C prof. Nobuo Matsui 2003 Maio 1 a 4
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Boletim da SBMCP ANO 7 /NÚMERO 25 8
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