Uma publicação da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé   * Filiado à International Federation of Foot and Ankle Societies (IFFAS)


         Dicas de
 
                  leitura

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Caros colegas e amigos
 

      ortopedistas

apaixonados pelas patologias do pé,

     
       XV Congresso
      
Argentino
     II Congresso
     Pan-americano de
     Medicina e Cirurgia
    
do Pé e Perna

 

Mais uma vez a nossa Sociedade mostrou-se presente 
e muito bem representada cientificamente em um evento internacional. Referimo-nos ao XV Congresso Argentino, II Congresso Latino-Americano e I Congresso Pan-Americano, realizado, em Buenos Aires, nos dias 22,23 e 24 de setembro último. Congraçamento dos mais férteis, colocou-nos em contato como nossos colegas do continente americano - argentinos, uruguaios, paraguaios, chilenos e norte-americanos, entre outros -, reafirmando a importância e necessidade atual do intercâmbio científico e a troca de experiências entre os cirurgiões de pé dos diferentes países.
E, falando de Congresso, nos reportamos ao Rio de Janeiro, cidade maravilhosa e sede do 32° Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, que nosacolheu a todos de braços abertos e com dias de um sol estonteante! Nossa Sociedade se fez representar muito bem através de cursos, mesas redondas, temas livres e conferências 
que abordaram temas atuais e de interesse do ortopedista envolvido no tratamento das patologias do pé. Uma prévia do que nos aguarda em abril no Club Med.

 

Mauro Luiz Fuchs
Presidente da SBMCP

 

 


Pés
Existem muitos...

        
1
°  Curso sobre
         O Pé Insensivel
         O Pé Diabético

 

SBMCP: Alameda Lorena, 1304 -sl. 1108
CEP 01424-001 - São Paulo - SP - Brasil
Tel: (0xx11) 3082 6919  Fax:  3082 2518
site
:www.sbmcp.org.br e-mail:sbmcp@zaz.org.br

 

 

 

 

 

 

             Verônica Vianna
Editora médica
.

 


Uma sociedade só é digna deste nome, quando através de suas lideranças, torna-se referencial por seu trabalho sério e  regular. E, para que se consolide efetivamente, é necessário que seja bem sucedida na prova do tempo. É preciso que receba o reconhecimento público.
Mais do que os requisitos descritos, a Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé é credora de muitos outros, que a conduziram ao respeito internacional
E, ao ensejo da sua maturidade, quando comemora o seu jubileu de prata, no próximo dia 12 de dezembro, todos nós estamos batendo palmas ao seu redor. Aplausos de alegria e orgulho. Aplausos sinceramente emocionados.
E, para corporificar toda a nossa alegria, convive conosco de forma ativa e participativa, o prof. Manlio  Napoli, fundador e figura maior da nossa Sociedade. Citar outros nomes fatalmente levaria a injustiças por omissão de alguns. O que importa é o nome da Sociedade,  representando a coesão de todos os seus associados. E a certeza de que todos, sem exceção contribuíram, de uma forma ou de outra, para que esta comemoração se tornasse possível e muito bem justificada. A todos os nossos membros: 
Parabéns!


Na edição anterior do nosso Boletim, referimo-nos aos honorários anacrônicos a que nós ortopedistas estamos submetidos e aos descasos (surpresas?) que o Governo do país vem tendo com a população, em geral, e com a saúde e os médicos, em especial.
Vários colegas de vários pontos do Brasil manisfestaram- se positivamente ao encontro de nossa opinião, o que nos
impressionou em dois aspectos: a penetração do nosso Boletim e a importância do assunto tratado.
Pois queremos exatamente isto: comentem entre seus colegas; organizem em suas Sociedades, a revisão da 
tabela; dirijam aos meios de comunicação os fatos que vêm acontecendo; reunam formadores de opinião em debates;
tragam-nos a simpósios e cursos; abram espaços para a divulgação do assunto... Portanto, realmente os médicos trabalham. Só com união de esforços, soma de trabalhos e objetivos comuns é que conseguiremos firmar a nossa posição aos que contratam os nossos serviços.
Só para lembrar, honorário é etimologicamente, oriundo de honra.

Antonio Carlos Flores dos Santos
Editor médico

 

 

A formação de médicos residentes é uma tarefa árdua
face a responsabilidade e o grau de comprometimento
que exige

 

 

 

 

 

 

        Verônica Vianna
Editora médica

    
1
Ethics in practice: "residency training"
James D. Capozzi, MD; Rosamond Rhodes, PhD
journal of Bone and Joint Surgery, vol. 82-A, no. 9, setembro 2000
Muitos de nós participamos da formação de médicos residentes. Trata-se
de tarefa árdua face a grande responsabilidade, grau de comprometimento e
dedicação que exige; mas com certeza gratificante e engrandecedora.
Parte desta formação está relacionada a conceitos éticos. este "artigo"
aborda a questão da ética no que diz respeito à curva de aprendizagem dos
nossos residentes, o paciente e a necessidade de supervisão por médico com maior experiência.
    
2 Associated injuries found in chronic lateral ankle instability
Benedict F. DiGiovanni, MD; Carlos J. Fraga, MD; Bruce E. Cohen, MD; Michael J. Schereff, MDl
Foot and Ankle International, vo.21, no. 10, outubro 2000
O grande número de lesões associadas às instabilidades ligamentares crônicas do tornozelo encontradas neste trabalho faz com que aumentemos o grau de suspeição frente aos pacientes com este diagnóstico à procura de causas outras que justifiquem a sintomatologia apresentada.

 3 Technique tip: a technique for harvesting bone graft for arthrodeses around the ankle
Steven M. Raikin, MD; Mark S. Myerson, MD
Foot and Ankle International, vol.21, no. 9, setembro 2000
Dica muito interessante e de grande ajuda principalmente nas artrodeses tibiotalocalcaneasnas. Situação na qual tudo o que vem para facilitar é bem-vindo!. Utiliza-se a fíbula com enxerto e seu preparo é feito in locu através da utilização de uma freza de acetábulo.

 


Boletim da SBMCP 
*  ANO 6 /NÚMERO 20  *  2

  

 

  Augusto César Monteiro
  1°  Tesoureiro

  Arnaldo Papavero
 
2°  Tesoureiro

Conforme é de conhecimento de todos, houve a aquisição de um apartamento no Flat Ópera Transamérica pela Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé, a qual indubitavelmente  disponibilizará aos associados

maiores beneficios  e comodidades no que concerne a sua acomodação e estadia, mormente em virtude do seguinte acordo celebrado entre a Rede Transamérica e a SBMCP.

 

           Vejamos:  

. desconto especial de 25% ( vinte e cinco por cento) sobre as tarifas vigentes no período  de hospedagem;
. não serão cobradas taxas de serviços sobre as diárias; as diárias incluem café da manhã, quando servido no restaurante ou no coffe shop;
. as despesas de hospedagem poderão ser fauradas com prazo de 10 (dez) dias para pagamento, após a saída do hóspede, ou diretamente no flat com cartão de crédito ou dinheiro.

 

As reservas poderão ser efetuadas através da Sociedade, de 2° a 6° feira, das 10h às 16h, ou nos finais de semana, através da Central de Reservas, pelos telefones (11) 3141-1166 ou 0800-124400 ou pelo fax (11) 3141-1171.
Sendo necessário, neste último caso, informar

 

que é sócio da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé. Desejamos estar possibilitando que os associados desfrutem de maiores facilidades, quando vierem à São Paulo, seja para participação em eventos culturais e científicos, seja para um merecido lazer.

 

 

Convidamos os associados a comparecerem ao almoço de confraternização em comemoração dos 25 anos da SBMCP e homenagem aos fundadores no dia 16 de dezembro de 2000.
O almoço será por adesão e sua presença é muito importante.

Local - Restaurante Rubayat Baby Beef - Alameda Santos 86
Horário - 12:30h
Atrações: Show do mágico Morelix e da cantora Arabela
Preço por pessoa: R$ 46,00 (incluindo entrada, prato principal e sobremesa + bebidas - água, (refrigerante e cerveja)
Favor confirmar a presença na Secretaria da SBMCP com a srta. Hui Li

 

  3 * ANO 6 /NÚMERO 20  *  Boletim da SBMCP  *  

 

Da direita para a esquerda: drs,  
Sergio Vianna, Michel Scheref  
(presidente AOFAS) e esposa e 
Antônio Egydio de Carvalho  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contamos com o brilho das apresentações dos trabalhos brasileiros e a elegância 
das mulheres dos colegas


Nossos queridos membros da SBMCP responderam, de maneira maravilhosa, ao convite para participar do XV Congresso Argentino, II Congresso Pan-Americano de Medicina e Cirurgia do Pé e da Perna, realizado nos dias 22 a 24 de setembro de 2000 (como vocês todos conhecem nossos hermanos, eles já conseguiram subir
até a perna).
Nossa comitiva contou com a presença de 70 membros, isso mesmo, 70 ortopedistas interessados na patologia
do pé e tornozelo, tendo sido a segunda maior comitiva presente, perdendo apenas para os colegas do país sede ( desta vez, fora do futebol ou do vôlei, graças a Deus).
O evento contou com a presença de numerosos convidados estrangeiros, como o americano M. Sheref
(que adora os brasileiros, abraçando-os com entusiasmo), M. Myerson ( o qual elogiou as apresentações em  espanhol, de Felipe Alloza [Unifesp]), M. Coughlin  (vice-presidente do IFFAS), Lowell S. Weil (podólogo autor 
da famosa osteotomia MTF), Yoshinori Takakura (atual  presidente do IFFAS), Richard Marks (representante da Mayo Clinic, que ganhou o prêmio de U$ 1.000,00 de melhor poster, lembrando que o rio sempre corre para o mar"), L. Barouk ( o francês autor da famosa bota), Ramonn Viladot (ortopedista espanhol, irmão do famoso Antonio Viladot, e antigo admirador 


das apresentações do colega Caio Nery), entre outros.
Como sempre nossos companheiros brilharam em suas participações, iniciando pelo nosso presidente, Mauro
L. Fuchs, secundando pelos drs. Antônio E. Carvalho Junior e Sérgio Vianna, com suas oratórias consagradas.
Durante o Congresso, nosso estimado colega Fernando Fonseca tomou posse da presidencia da Sociedade 
Latino-Americana de Medicina e Cirurgia do Pé, tendo convidado para secretário este que vos escreve (muito obrigado Fernando) e como tesoureiro, o magnata das finanças, Nelson Astur.
Contamos com o brilho das apresentações dos trabalhos brasileiros e a elegância das mulheres
dos colegas (com todo o respeito), não esquecendo de mencionar a presença marcante de nossa "musa" Verônica Vianna. Menciono por fim a maravilhosa 
acolhida dos argentinos à toda a delegação, coroando nossa viagem com uma noite de tango regada a vinho
e churrasco, como só os hermanos sabem fazer.
Esperamos, em nossas próximas viagens, contar com número cada vez mais expressivo dos amantes da cirurgia do pé e tornozelo, lembrando, mais uma vez, que os pés são a base da ortopedia.

Hasta la vista

 

  Antônio Augusto C. Magalhães                                                                                  
Diretor Social SBMCP

Boletim da SBMCP  *  ANO 6 /NÚMERO 20  *  3

 

 

As facilidades que a informática nos concede tem provocado uma revolução sem precedentes no campo da comunicação. A informação é transmitida de imediato, aos mais distantes pontos pontos do planeta, após um simples comando ao computador, máquina de evolução meteórica, há pouco tempo representada pelo complicado "cérebro eletrônico".
Hoje, com as facilidades do personnal computer,
grande parte dos médicos se movimenta com desenvoltura no âmbito da Internet, e foi, calcados nesta realidade, que instituímos a home page do X Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé, reunião maior da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé. No endereço http://www.cbmcp.com.br é possível ter acesso a informações diversas sobre o Congresso,  realizar inscrições e reservas de hotel. Através do mesmo caminho estamos abertos a críticas e sugestões. O nosso site permite, também, conexão com a SBMCP e com a agência de  turismo oficial do Congresso.
Mais do que um elemento sofisticado de comunicação, a página, contrariando a opinião 

de alguns, tem se mostrado um elemento extremamente eficaz na divulgação e facilitação de ações. Implantada em abril passado, já recebeu 736 visitas. A média diária de visitas, conforme consta nos dados acima, aumentou de uma para cinco visitas.
Esta constatação é prova inequívoca da integração do ortopedista nos tempos da informática.

 

Sérgio Vianna                                                                                                               

Presidente do X Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé
5 * ANO 6 /NÚMERO 20  *  Boletim da SBMCP  *  

Antes de iniciar o atendimento, bateu pé com a secretária para não incluir pacientes extras.
E saiu, claudicando, com dor no pé esquerdo.A primeira paciente, já com oito cirurgias em seu antepé direito, mostrava um hálux varo e balante e um esboço do que, no passado, havia sido dedos presos ao pé. 
Veio recomendada e com informação de que o cirurgião do pé resolveria o problema com o pé nas costas. E veio uma criança com os pés chatos, que a mãe, sem parar de falar, quase impunha a prescrição de uma bota ou uma palmilha.
- Doutor, meus pés eram chatos e só corrigiram porque usei botas.
- Minha senhora, hoje os conceitos são outros...
Existem trabalhos mostrando que os pés nas crianças.... E sai a tagarela, cara amarrada e sem a receita.
Segue-se paciente para revisão de osteotomia do calcâneo, com transferência do flexor longo dos dedos, para tratamento de pé valgo, por disfunção do tibial posterior no estágio II. E foram vistos dois casos de pé cavo, pé torto congênito inveterado, sequela de esmagamento do pé, e pé com fratura do calcâneo, pé com neuroma, pé diabético com úlcera plantar, pé inchado e pé atrofiado, e, até mesmo, pé-de-atleta.
Várias senhoras, de meia idade, com dor nos pés...e joanete.
E o dr. pé-de-valsa, como era conhecido, por seus dotes de dançarino, continuava a claudicar com o pé esquerdo doendo e já mais edemaciado. Pediu um copo d'água a atendente e se concentrava para atender a última paciente, dona Brasilina, aquela da dor crônica no pé, aquela da talalgia.
- Que entre a última paciente.
Qual não foi sua surpresa, quando Brasilina, em vestido justo, esbelta, com os pés bem postos em sapatos altos, entra no consultório e caminha, os pés gingando passos de dança, dá um beijo na face do cirurgião do pé.
-Fiquei curada, estou casada com um pé-de-valsa como o senhor.
E ele saiu do consultório, claudicando, com dor no seu pé esquerdo!

 

 

Sérgio Vianna  

 

Levantou da cama, tendo o cuidado de apoiar primeiro o pé direito. Em seguida, pé ante pé, dirigiu-se ao banheiro, mas, ainda sonolento, chutou o pé da cama com o seu já famoso pé de anjo. Claudicando, o pé dolorido, ao pé da letra, gritou um palavrão, acordando sua esposa, que dormia aos pés da cama.
Claudicando, abriu a porta no pé. Após o banho, verificou que o seu pé esquerdo  estava edemaciado. Chegou perto de sua mulher, que retomara ao sono, e murmurou, ao pé do ouvido, bom dia querida.
Passando pela sala, pegou o jornal para ver  em que pé estava a situação política. E, ainda claudicando, botou o pé no mundo. Cada vez que pisava na embreagem, o pé esquerdo doía tanto que, uma vez, o carro saiu saltitando e morreu. Não faltou um engraçadinho que, ao passar, gritou: este caro está à pé de motorista.
Chegou ao hospital, claudicando, e teve que 
explicar ao porteiro e a mais uma dezena de
pessoas o que ocorrera com seu pé esquerdo.
- Levantei sonolento e chutei o pé da cama.
- Levantei e chutei o pé da cama.
- Chutei o pé da cama.
- A cama.
-Chutei.
- O pé.
O primeiro expediente era para o ambulatório de pé. Viu na listagem, ao pé da página, que a última cliente era dona Brasilina, uma senhora obesa, há cinco anos, com uma talalgia daquelas que não respondem mais a nada, e  que a paciente se nega a procurar outro médico. 

O Brasil possui cerca de 10 milhões de diabéticos. Destes, 25% têm ou terão problemas nos pés, o que irá levar a 30 mil amputações anuais.
O estudo do "Pé Diabético" tornou-se tão importante que, nos EUA, esta patologia é considerada quase uma epidemia.
A American Orthopaedics Foot and Ankle
Society (AOFAS) instituiu o ano 2000 como o "Ano do Pé Diabético", de tal forma que, em todos os congressos ortopédicos deste ano, houve um espaço especialmente reservado para discussão deste tema naquele país.
Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé ((SBMCP) realizou, em 6 e 7 de outubro deste ano, o 1º Curso sobre Pé Diabético, que contou com a presença de duas das mais renomadas autoridades mundiais neste assunto: os médicos ortopedistas Dr. John Bowker - do Serviço do Pé Diabético do Jackson Memorial Hospital da Universidade de Miami (EUA) - e Dr. Michael Pinzur - do Serviço do Pé Diabético  da Loyola University Medical School de Chicago (EUA) - que, além de nos brindarem com aulas magníficas sobre este tema pouco conhecido de todos nós, mostram serem parcerias que, tenho certeza, darão ainda muitos frutos à nossa Sociedade.
Além disso, nosso entusiasmo foi tanto que foram criados, quase concomitantemente, serviços especializados em pés diabéticos em alguns dos principais hospitais de São Paulo, Hospital das Clínicas, Hospital São Paulo, Hospital Municipal do Tatuapé e Lar Escola São Paulo.
Do ponto de vista de prevenção das úlceras dos pés, a SBMCP lançou o "Guia para Pé Diabético", com orientações a respeito desta patologia, tanto para o leigo como para o médico ortopedista.
Seria impossível resumir todo o Curso nesse artigo, portanto, atrevo-me a colocar aquilo que mais me chamou atenção. É o cuidado com os pés diabéticos antes deles se ulcerarem e, quando isso ocorre, como impedir para que a úlcera não progrida e venha a infectar-se com consequente e quase inevitável amputação.
Outro aspecto que tenho de ressaltar, e amplamente assinalado, é a importância de ser o médico ortopedista o responsável por esta patologia, pois somente ele tem o conhecimento amplo de orientar a órtese e/ou cirurgia ortopédica para o paciente com esta patologia.
Mostrou-se, de forma incisiva, que o uso adequado de calçados e órteses no tratamento do pé diabético reduz em 50% as amputações.
Definiram-se os calçados, as palmilhas e órteses mais adequados, de acordo com a "categoria de risco" em que o pé se encontra.

Categoria de risco 0
O paciente portador de diabetes tem seus pés sem deformidades e sem perda da sensibilidade protetora da planta dos pés.
Nesta fase, devemos recomendar o uso de calçados, que não apertem os pés, e de palmilhas planas, que absorvam o impacto de forma geral (p. ex., silicone), e a visita ao médico ortopedista uma vez por ano.

Categoria de risco 1
Os pés não tem deformidades, porém já há perda da sensibilidade protetora da planta dos pés, diagnosticada com perda da sensação ao monofilamento 10g.
Recomendamos sapatos hiperprofundos, com palmilhas (que podem ser do tipo Valenti), e visita ao médico a cada seis meses.

Categoria de risco 2
Os pés já tem alguma deformidade e perda
de sua sensibilidade protetora. Nesta fase, recomendamos sapatos termo-moldáveis que têm como principal característica proteger o pé insensível. Os sapatos deverão ter maior profundidade para aceitar as palmilhas, a caixa dos dedos deverá ser larga e reforçada, a sola deverá ser feita de um material que absorva o impacto com formato em "mata-borrão", o couro deverá ser material macio e maleável para ser moldável ao calor de um soprador térmico, serem revestidos por dentro (lembrem-se o pé é insensível), além de palmilhas também termo-moldáveis com algumas modificações visando distribuir a carga, corrigir deformidades flexíveis e acomodar deformidades fixas. Em casos de deformidades graves, o calçado deve ter estas mesmas características, porém deverão ser feitos sob medida. Visitar o médico ortopedista a cada três meses.

Categoria de risco 3
Além das deformidades e da sensibilidade, o pé tem história de úlcera(s) e pode ter deformidades ainda maiores por fraturas neurológicas de Charcot. Os cuidados devem ser muito maiores nesta fase.
De acordo com a deformidade e o tamanho da úlcera, o médico ortopedista irá decidir pelo melhor tipo de órtese, que poderá ser do tipo Baruk, com descarga anterior ou descarga posterior, as talas suropodálicas (recobertas com material adequado à absorção de impactos) nas úlceras pequenas; ou ainda o Foam Walker, que busca substituir o gesso de contato total com a vantagem de poder ser retirado na hora do banho e ao deitar-se.
O retorno ao médico geralmente é necessário toda semana para que a úlcera possa ser desbridada.
É importante ressaltar que o paciente com os pés diabéticos deve entender que o cuidado dos seus pés não é uma medida temporária, e sim um compromisso para toda a vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Nelson Astur Filho

 



dezembro 16                         

Almoço de confraternização em comemoração aos 25 anos da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé


2001/abril   18 a 21                           

X Congresso Brasileiro de Medicina 
e Cirurgia do Pé - Club Med - Village Rio das Pedras, Mangaratiba - RJ
Vagas limitadas - Inscrições antecipadas:
www.cbmcp.com.br

 

Boletim da SBMCP  ANO 6 /NÚMERO 20  8

 

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