Sociedade Brasileira
de
Medicina e Cirurgia do  Pé
SBP

 

 

Filiada ao Colégio Internacional de Medicina
e Cirurgia do Pé 
Alameda Lorena, 1304 - sala 1108 - CEP 01424-001 - São Paulo - SP - Brasil
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   ANO 4

NÚMERO 12

         SETEMBRO DE 1998

  

Editorial

 EM NOME DO PÉ...

Independentemente dos diversos credos, a religiosidade une determinadas pessoas em torno de um sentimento ou de um ideal comum.
O nosso altar é dedicado ao PÉ! Muito além da convivência diária com as Patologias do Pé, deve haver, em cada um de nós, a devoção por esse segmento maravilhoso que nos ocupa, nos alimenta e nos congrega.
Imbuída dessa convicção, é que a Diretoria tem procurado conclamar os adeptos a uma verdadeira peregrinação. Desta forma, programados os dois eventos máximos – “Dia da Especialidade” em Goiânia, de 11 a 16 de outubro de 1998 e o 9º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé, em São Paulo, de 21 a 23 de abril de 1999 – estará convocando “ fiéis” para esses verdadeiros “Concílios”. Esta sessão ótimas oportunidades de sacramentar, pela aquisição, confirmação e atualização dos conhecimentos, os nossos votos de veneração ao Pé.
Vivendo, vivenciando e repartindo, seremos merecedores das dádivas do “Bom Cirurgião” do Pé.
E, como a perfeição é intangível, faremos alguns pecados “veniais”, ou seja, pausas terrenas para o desfrute das atividades sociais: afinal, o caminho para o CÉU esbarra na necessidade de alguns perdões...

Antonio Egydio de Carvalho Jr.
Presidente

PS: É muito encorajador ver que vários “templos” (clubes do pé) estão se abrindo (Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, etc.), onde o culto ao Pé vem se realizando com assiduidade e entusiasmo

                       boletim               

     Editorial                                                        1
     Antônio Egydio de Carvalho Jr.
     Sugestões de Leitura                           2
     Caio Nery 
    Túlio Diniz Fernandes

     Diretoria Científica                         3
    
Caio Augusto de Souza Nery
    Critérios de Seleção de Trabalhos 
    Científicos para Publicação

   
Sérgio Vianna e Caio Nery     
     Diretoria Social                              3
     Alfonso Apostólico Netto          
     Como eu trato                                          4
   
Influência de la Articulation
    Cúneo-metatarsiana en el desarrollo
    y progresión del Hallux Valgus

   
Alberto Macklin Vadell 
    Fernando Rodriguez Castells

   
Hálux valgo de grau moderado e
    grave
   
Antonio Francisco Ruaro
   
Seção livre                                    5/6
    Clube do Pé em Minas
   
Ricardo M. de Miranda
    Notícias do Rio Grande do Sul
    Antônio Carlos Flores dos Santos
    Artroscopia do Tornozelo e Pé
    Mauro Luiz Fuchs
   
9°
Congresso Brasileiro de Medicina
    e Cirurgia do Pé 
   
Augusto César Monteiro
    Professor Pisani visita o Brasil      
    Jorge Watanabe/Walter Whitton Harris

   
Anote em sua Agenda                    6
    
XXXI Congresso Brasileiro de
    Ortopedia e Traumatologia

 .

     1  

 

 

sugestões de leitura

 

Os três artigos que resumimos a seguir tratam de assunto bastante atual e em evolução e que merece, por suas graves conseqüências, maior atenção. A fasciotomia plantar vem sendo usada há muito tempo como alternativa terapêutica para os pacientes com talalgias inferiores resistentes ao tratamento conservador, sem que tenha sido avaliada detalhadamente a longo prazo. A técnica mais difundida propõe a realização da fasciotomia total e tem sido largamente utilizada em todo o mundo. As informações trazidas pelos trabalhos sugerem claramente que esta posição deve ser revista por todos que atuam na ortopedia.

 

Biomechanical Consequences of Sequential Plantar Fascial Release
Murphy, G.A.; Pneumaticos, S. P.; Kamaric, E.; Noble, P.C.; Trevino, S.G.; Baxter. D.E. – Foot & Ankle 19(3): 149-52, Mar 98.
Interessados em determinar as alterações ósseas resultantes da fasciotomia plantar, os autores estudaram espécimes cadavéricos através de radiografias realizadas com e sem carga, enquanto os modelos eram submetidos à secção progressiva da fáscia plantar em seus terços medial, intermédio e lateral. Ficou demonstrado que a secção completa da fáscia plantar determina a queda das colunas medial e lateral do pé, com subluxação calcaneocubóidea, o que pode explicar o quadro clínico de dor intensa e intratável no mediopé de pacientes submetidos a essa cirurgia. O mesmo não acontece quando apenas o terço medial da fáscia é seccionado. Como é nessa região que se concentram os processos inflamatórios responsáveis pela sintomatologia da fascite, os autores recomendam que a fasciotomia se limite ao terço medial da fáscia plantar.

 

Differences in Impulse Distribution Patterns in Patients with Plantar Fasciitis
Bedi, H.S.; Love, B.R.T. - Foot & Ankle 19(3): 153-56, Mar 98.

Utilizando a baropodometria computadorizada, os autores compararam um grupo composto de 40 pacientes portadores de fascite plantar com 80 indivíduos normais quanto ao padrão de distribuição do impulso nas plantas dos pés. Foi significante a diferença com que o impulso incide no médio e antepés dos pacientes portadores de fascite plantar, demonstrando que há uma maior sobrecarga dessas regiões nos doentes. Os autores admitem a existência de um “ciclo vicioso de feed-back negativo” que justificaria a situação de micro trauma por sobrecarga crônica à fáscia plantar. Admitem não conseguir precisar se as diferenças de padrões de distribuição do impulso na planta dos pés detectadas no estudo são causa ou efeito da inflamação da fáscia, mas concluem que a identificação dessas alterações em indivíduos normais pode servir como pródromo da afecção.

 

Stress Fracture of the Base of the Third Metatarsal after na Endoscopic Plantar Fasciotomy: A Case Report
Sanmarco. G.J.; Idusuyi, O.B. – Foot & Ankle 19(3): 157-9, Mar 98.

Os autores descrevem o caso de um paciente submetido a tratamento endoscópico da fascite plantar (fasciotomia endoscópica) após o qual surgiram sinais e sintomas da “síndrome da coluna lateral” do pé, definida como “dor persistente na região do mediopé, a nível da articulação calcaneocuboí dea ou sobre as três articulações tarso-metatársicas laterais”. No presente caso foi possível diagnosticar fratura de fadiga da base do terceiro metatársico, que evoluiu satisfatoriamente com tratamento conservador. Os autores chamam a atenção para os perigos da instabilização articular que se segue à fasciotomia plantar total (por qualquer método).

Caio Nery

 

Peroneus Brevis Tendon Tears: Pathophysiology, Surgical Reconstruction, and Clinical Results
Krause, J.O.; Brodsky, J.W. - Foot & Ankle 19(5): 271-277, May 98.

As rupturas do tendão do fibular curto são freqüentemente mal diagnosticadas. Neste trabalho, foram estudados vinte pacientes, na maior casuística já feita dessa patologia. O sinal diagnóstico de maior confiança foi o edema persistente ao longo do trajeto da bainha do tendão fibular. O mecanismo fisiopatológico é subclínico, com subluxação do tendão sobre a borda posterolateral da fíbula, resultando em lesões longitudinais múltiplas. O tratamento é fundamentalmente cirúrgico e geralmente direcionado ao tendão lesado e à subluxação. Foi proposta uma nova classificação para se orientar o tratamento cirúrgico. O desbridamento e reparo são recomendados para lesões do grau 1, em que existe comprometimento de menos de 50% da espessura do tendão. Nas lesões de grau 2, em que há destruição acima de 50% da espessura tendinosa, recomenda-se a ressecção do segmento lesado e tenodese ao fibular longo. A pontuação média pós-operatória da AOFAS foi de 85. O restabelecimento à função total é demorado, mas na maioria dos pacientes obteve-se resultados de bom para excelente.

Túlio Diniz Fernandes

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2    

diretoria científica

 

Bola Preta
Debalde nossas tentativas de ampliar o espaço editorial desta sociedade junto à Revista Brasileira de Ortopedia (vide Boletim nº11), continuamos tendo de deixar vários trabalhos de bom nível sem publicação. Bastante curiosa foi a posição da Presidência da SBOT e do corpo editorial da RBO que não enviaram qualquer resposta à SBP. A solução veio através do esgotamento dos prazos para publicação e o “status quo” mantido. Perdem a SBP na figura de seus associados que deixam de ver publicados os seus trabalhos, e a SBOT que deixa de prestar serviço à comunidade ortopédica brasileira impedindo-lhes o acesso à informação.
 

 

Bola Branca
Excelente a resposta da Sociedade às normas para seleção dos trabalhos científicos, publicada por esta diretoria. 
Além das inúmeras manifestações de aprovação e incentivo, recebemos a grande maioria dos trabalhos já adequada às exigências do sistema seletivo. Parece que todos perceberam o alcance das medidas para o desenvolvimento e progresso científico da especialidade. 
Obrigado a todos!

Caio Nery
Diretor Científico

   

Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé
Critérios de Seleção de Trabalhos Científicos para Publicação

 

1. Os trabalhos devem preencher rigorosamente as normas oficiais de publicação da REVISTA BRASILEIRA DE ORTOPEDIA, exceto aquela que apontaremos e nomearemos a seguir (item 2).
2.  Adotaremos i sistema de seleção “cega” e para tal, os nomes dos autores, do serviço, cidade, estado e qualquer outra informação que possa identificar a origem do trabalho (incluindo figuras e fotografias) deverão ser omitidas do corpo do original. Todos os dados de identificação deverão constar de página de rosto que deverá ser colocada em envelope lacrado, o qual será colado na contracapa final do trabalho. Nessa mesma lauda deverá estar assinalado em destaque o nome do autor principal bem como seu endereço atualizado para correspondência. Esta determinação inválida a norma de número 4 da REVISTA BRASILEIRA DE ORTOPEDIA.
3. Serão aceitos para avaliação apenas os trabalhos que forem postados até a data limite estipulada e divulgada antecipadamente para cada evento.
4.  A análise do padrão científico dos trabalhos será efetuada por três Membros Titulares da SBP.
5. Na avaliação, serão considerados os itens abaixo enumerados e para cada um será atribuída pontuação da 0 a 10:
5.1. 
Estruturação – organização, equilíbrio e exatidão das partes do trabalho (aspectos formais).
5.2.  Composição – adequação, correção, clareza, objetividade e fluência do vernáculo.
5.3.  Condução – correta idealização e aplicação do método científico.
5.4.  Casuística e Acompanhamento – adequação para o tema estudado.
5.5.  Análise e Resultados – métodos estatísticos, tabulação e forma de apresentação dos dados numéricos.
5.6.  Discussão e Conclusões – embasamento, amplitude e correção face aos resultados obtidos.

 

5.7. Informação – originalidade, interesse e aplicabilidade. 5.8. Iconografia –qualidade, equilíbrio e compatibilidade com o texto.
1.1.Bibliografia – consistência e abrangência(recomenda-se enfaticamente a citação dos trabalhos nacionais relacionados diretamente com o assunto central).
1.2. Resumo e Summary – precisão e concisão.
6. Cada analista emitirá, isoladamente e sem o conhecimento dos demais, parecer, por escrito, sobre o trabalho em que constem a pontuação para cada item e as observações que julgar necessárias para sugerir ou desaconselhar a publicação.
7. O teor dos pareceres a respeito de cada trabalho será automaticamente enviado para o autor principal, e somente para ele, em caráter confidencial.
8. Uma vez concluída a avaliação de todos os trabalhos submetidos a SBP, serão indicados para publicação aqueles que obtiverem as maiores pontuações.
9. Em caso de empate, observar-se-ão os seguintes critérios de desempate, na ordem especificada: 1. Pesquisas Clínica e Pura; 2. Relato de Caso; 3. Apresentação de Técnica e 4. Trabalho de revisão.
10. Na persistência de empate e caso haja trabalhos aprovados em maior número do que o determinado pela REVISTA BRASILEIRA DE ORTOPEDIA, serão reveladas suas autorias e serão preteridos aqueles cujos autores principais tenham o maior número de trabalhos aprovados e selecionados para publicação no mesmo evento editorial.
11. Na persistência de empate, será escolhido o trabalho que tiver chegado primeiro às mãos da Diretoria Científica da SBP.
12. Os casos omissos e aqui não previstos, serão discutidos e aprovados por toda a Diretoria da SBP e a conduta adotada será divulgada aos interessados e diretamente envolvidos.

 
Para aqueles que não estão acostumados a tomar conhecimento de datas-limite, gostaríamos de alertá-los que os trabalhos para seleção e publicação na edição da especialidade, na Revista Brasileira de Ortopedia, em 1999, somente serão aceitos até 30 de março. Portanto, preparem os trabalhos em tempo hábil para não perder a oportunidade de participar da próxima edição do Pé na R.B.O.
 

diretoria social

Amigos da Sociedade,
A diretoria da SBP está em período de “aquecimento” para o Congresso Brasileiro de Ortopedia, que será realizado em Goiânia de 11 a 16 de outubro próximos. Esperamos que vocês estejam em período de treinamento para as atividades esportivas e sociais, que serão desenvolvidas após as atividades científicas no Dia da Especialidade (14 de outubro).
Não se esqueçam de levar suas raquetes de tênis, além do material básico (tênis, meias, calção e maiô) e, principalmente, as caneleiras. Para que os “Weber” e “Lauge-Hansen” passem bem longe de nós. É desnecessário lembrar a todos a importância de se levar alegria, compreensão e companheirismo par que possamos nos divertir bastante. Aos colegas que quiserem participar das atividades esportivas, favor se inscrever com antecedência na sede da S.B.P. com Anaí.
Para finalizar, gostaria de comunicar que, durante o 9º Congresso Brasileiro de Cirurgia do Pé, que será realizado em São Paulo de 21 a 24 de abril de 1999, está sendo preparada uma festa inesquecível para os sócios e seus acompanhantes. Anote em sua agenda a data de 22 de abril de 1999!
Um grande abraço.

Alfonso Apostólico Netto
 

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3    

 

como eu trato

Influencia de la Articulación Cúneo-metatarsiana en el 
desarrollo y progresión del Hallux Valgus

Dr.Alberto Mackin Vadell
Dr. Fernando Rodriguez Castells

Introducción
Desafortunadamente pocos trabajos han sido publicados donde se documente la progresión del hallux valgus sin tratamiento. Siempre lo hemos asumido pero nunca há sido bien conocido ni comprendido.
Una de las discusiones filosóficas más interesantes en la patogenesis del hallux valgus (H.V.) es el rol que cumple la desviación medial del primer metatarsiano, versus el metatasiano primo varo sobre el valgo de la falange.
El objetivo de este trabajo no es mostrar detalladamente las caracteristicas anatómicas sino realizar una somera descripsión de la anatomia, goniometria y poder sacar una conclusión acerca de la influencia de la articulación cúneo-matatarsiana (CMT) en el Hallux Valgus.

Articulación cúneo-matatarsiana
El primer metatarsiano se articula son la primer cuña por una carilla oblonga, en forma de media luna, cuyo eje mayor es vertical y cuya concavidad mira hacia fuera. A esta carilla articular, que esta ligeramente excavada en sentido transversal y en sentido vertical, la primera cuña ofrece una carilla articular de la misma configuración, ligeramente convexa tanto en sentido tranversal como vertical (Testut).
Se trata de una articulación tipo artrodia. Grandes variaciones anatómicas han sido descriptas en esta articulalación, algunas com doble faceta articular en la base del primer metatarsiano (originando restricción de la movilidad), y otras con diferente grado de inclinación medial de la faceta articular de la primer cuña.
El angulo CMT se mide trazando uma línea paralela al borde medial de la primer cuña y outra línea que une ambos extremos de la faceta articular de la misma. El valor normal es de 10º de inclinación medial (Figura)
La movilidad normal de la articulación cúneo-metatarsiana (CMT) es de dorso-medial a planta-lateral y la hipermovilidad no solo se produce el planosagital sino también en el plano transverso (1).
La jipermovilidad afecta el desarrollo de H.V. cuando existe unmetatarso primo varo asociado a un aumento del ángulo CMT?
Hardy y Clapham (2) encontraron una fuerte relación entre articulaciones CMT clinicamente rigidas y el desarrollo de H.V., mientras que contrariamente Klaue (3)

recientemente demostrara un incremento de H.V.  cuando existe hipermovilidad de la columna interna.
Wanivenhaus y Pretterkliever (4) disecaron especímenes y encontraron que solo el 11% tenian movilidad de abducción-aducción en la CMT, y el 9% un aumento en la dorsiflexión, y que el movimiento en todos los planos esta dramáticamente aumentado cuando existe una articulación CMT subluxado.
Tanaka el al. (6) confirmaron que el metatarso primo varo ocurre cuando hay un aumento del ángulo CMT por sobre los 10% y que cuando existen ángulos ángulos CMT superiores a los 25% se debía efectuar una artrodesis CMT.
Contrariamente Borton, en el Décimo Summer Meeting of the American Academy en 1994, sugirió que la oblicuidad de la articulación CMT era mas un problema de provección radiografica que anatómico y que evidentemente el H.V., el metatarso primo varo y la pronación del metatarsiano son independientes del grado de movilidad de la articulacioón CMT.

Conclusión
No se puede asumir que una articulación CMT oblicua puede se la causa dehipermovilidad e inestabilidad debido a que existen grandes variaciones de valores angulares de la articulación CMT (hasta 15-20º) dependiendo de la posición del pie y la incidencia del rayo en el deraroollo de la técnica radiografica
Cuando existe una articulacíon CMT mayor de 10º, com hipermavilidad y laxitud ligamentaria uno debe asumir que la articulación es parológica, pero la influencia sobre la génesis del H.V. continua en discusión hasta nuestros dias.

Bibliografia  
1-  Myerson M: Metatarsocuneiform arthrodesis for treatment of hallux valgus and metatarsus primus varus. Orthjopedics 13:1025, 1990
2- 
Hardy R H, Clapham JCR: Observations on Hallux valgus based on a controlled series. K. B. J. S. 33B: 376, 1951
3- 
Klaue K, Hansen ST, Masquelet AC: Clinical, quantitative assessment of first tarsometatrsal movility in the sagital plane and its relation to hallux vaogus deformity. Foot Ankle Int. 15:9, 1994
4- 
Waninenhaus A, Pretterkliever M: First tarsometatarsal joint: anatomical biomechanical study. Foot Ankle 9:153, 1989
5-
Carl A, Ross S, Evansky P, et al: Hypermobility in Hallux Valgus. Foot Ankle 8:264; 1988
6-
Tanaka Y, Takakura Y, Kumai T, et al: Radiografic analysis of hallux valgus. A two dimensional coordinate System. J.B.J.S. 77A:205,1995

 

O Dr. Alberto Mackin Vadell cumprimenta todos os colegas brasileiros e comunica a criação de sua nova organização que se denomina:
EPTP – Equipo de Pierna, Tobillo y Pie
Todos estão convidados a visitá-la no endereço virtual:
http://www.eptp.org.ar

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4  

 

como eu trato

Hálux valgo de grau moderado e grave

No tratamento do hálux valgo é impossível ser dogmático, porém sou essencialmente conservador, prestando orientação de cuidados ortopédicos, sobretudo no uso de calçados adequados.
Em alguns pacientes, em sua grande maioria com hálux valgo de grau moderado e grave, diante da sintomatologia persistente, indico o tratamento cirúrgico, com o objetivo principal de aliviar a dor e corrigir as deformidades existentes e, secundariamente, melhorar a estética e facilitar  o uso de calçados, considerando que o pé ideal é aquele em que a fórmula metatarsal é em index plus, que quer dizem aquele tipo onde as deformidades são menos freqüentes.
Considero o hálux valgo de grau moderado, quando o ângulo intermetatarsal se apresenta entre 12 e 16 graus e há 50 a 75% de subluxação do sesamóide lateral. Já considero o hálux valgo grave, em que esses parâmetros estão acima daqueles para o hálux valgo de grau moderado. Nessa eventualidade, não havendo congruência da primeira articulação metatarsofalângica ou lesão degenerativa com artrose, indico reconstrução distal de partes moles associada á osteotomia proximal da base do primeiro metatarsal, do tipo adição (abertura) ou do tipo chevron.
A osteotomia tipo adição determinam um alongamentoi relativo pela transação lateral, e alongamento absoluto pela osteotomia de abertura e, a nosso ver, a osteotomia tipo chevron também executa o mesmo 

 

efeito – alongamento relativo e absoluto.
O alongamento relativo e absoluto do primeiro metatarsal permite o restabelecimento da fórmula metatarsal considerada ideal em index plus, tornando o primeiro metatarsal suficiente e corrigindo o encurtamento e varismo.
A osteotomia cupuliforme, ou crescente, produz encurtamento, apesar de quando executada adequadamente, este é mínimo. No entanto, não descarto a possibilidade de indicar esse tipo de osteotomia, ou mesmo a de fechamento (subluxação), quando o resultado desejado é o de encurtamento do primeiro metatarsal. Ressalto, entretanto, que em minha casuística, até a presente data, não há nenhum caso em que fiz a osteotomia de subtração.
Quando existe degeneração com artrose primária ou secundária na primeira articulação metatarsofalângica, indico a artrodese metatarsofalângica em pacientes jovens que necessitam do pé para atividades de esforço e impacto e, em pacientes sedentários, a cirurgia de Keller.
Utilizo fios de Kirschner cruzados como material de síntese. Faço o pós-operatório em tala com enfaixamento compressivo por cinco dias e, a seguir, coloco uma bota gessada sem apoio. Com 15 dias de cirurgia, libero o apoio com gesso. Após completar 30 dias de cirurgia, evidenciando consolidação radiograficamente, procedo à retirada dos fios de síntese e encaminho o paciente para fisioterapia.

Antonio Francisco Ruaro

seção livre

Clube do Pé em Minas

Em 22 de maio de 1998, inauguramos oficialmente o “Clube do Pé” em Belo Horizonte. O encontro foi muito concorrido, contando com a presença de destacados ortopedistas. Estava fazendo falta! Poderemos trocar nossas experiências e nos tornar mais fortes e unidos
Para quem não sabe, o “Clube do Pé” é aberto a todos os ortopedistas. Nossas reuniões serão bimestrais. Colegas mineiros, ajudem nosso clube a crescer! Contamos com você.
Telefone para contato: (031) 241 3040
Ricardo M. de Miranda

Artroscopia do Tornozelo e Pé

Precisamos ter a noção de que tudo evoluiu e não podemos ficar atrás. Para aqueles que já se conscientizaram disso, os livros de Frenkel e McGinty os deixarão mais atualizados.
Inconformado com certos tornozelos, que n~]ao obtinham bons resultados clínicos e/ou cirúrgicos, programarei um curso de Artroscopia em Miami, EEUU e, após 12 procedimentos cirúrgicos realizados por mim, mais cinco em outra cidade e os observados no estágio, posso adiantar e solicitar que o caro colega que se dedica às Patologias do Pé, deve se preocupar em praticar astroscopia.
Existem várias etiologias descritas nos livros referidos, mas as que encontrei, como achados surpreendentes, foram: falso menisco, plica sinovial distal próximo do ligamento porteroinferior tibiofibular, sinovite, impacto tibiotalar, corpo livre e osteocondrite.
Como recado final, procurei sempre enquadrar os compartimentos posterior, médio e anterior. Acho que é algo novo e vale como informação.
Mauro Luiz Fuchs

Notícias do Rio Grande do Sul

O Comitê de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do rio Grande do Sul, Regional da SBOT e da SBP, vem dando prosseguimento à programação científica estabelecida no início da nossa gestão, em dezembro último. As reuniões mensais ordinárias, sempre às segundas-feiras, às 19h00, na Amrigs, contam com a presença cada vez maior de colegas e outros profissionais com interesse nas afecções do pé, endocrinologistas, fisioterapeutas, cirurgiões vasculares, além de residentes dos serviços de Porto Alegre e ortopedistas tanto da capital como do interior. São apresentados e discutidos casos clínico-cirúrgicos e, no final da reunião, procede-se à leitura e discussão de um artigo científico.
Tivemos o primeiro, assim chamado Encontro Multidisciplinar, em 22 de maio. Tratou-se da imagem no Pé e Tornozelo. Foram quase duas horas de casos, apresentados didática e dinamicamente pelo Dr. Armando Abreu. Com uma platéia de quase cinqüenta participantes, classificamos como de sucesso total este nosso primeiro encontro.No final de junho, o comitê deslocou-se a Passo Fundo, no norte do Estado, para a primeira etapa do Projeto Interior, que percorrerá o Rio Grande a cada cinco meses nos dois anos da nossa gestão, cruzando o norte, sul, leste e oeste, levando aos colegas do interior assuntos importantes na Cirurgia do Pé. O nosso objetivo foi plenamente alcançado em passo Fundo, com o auditório do Pronto socorro praticamente lotado com os colegas das cidades vizinhas e os residentes dos dois serviços da cidade.Estamos preparando para agosto , o segundo Encontro Multidisciplinar: Pé Reumático. Em novembro, o Projeto Interior vai ao sul do Estado, para Pelotas. E a programação continuará em 1999. É o Pé atuando no Rio Grande. Botamos o “Pé na estrada”.

Antônio Carlos Flores dos Santos

 

9º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé
Mais uma vez, estamos lembrando o nosso evento maior da Sociedade, que será realizado na Cidade de São Paulo no Hotel Best Western – Porto do Sol, localizado na Av. Brigadeiro Luiz Antonio, próximo a Av. Paulista e do Parque do Ibirapuera, o que facilitará, com certeza, a sua estadia no período do Congresso (21 a 23 de abril de 1999). Já foram confirmadas a presença dos Professores Dr. Donald Baxter e Dr. James C. Drennan (USA). Esperamos que vocês já comecem a preparar os temas livres e as comunicações breves (espaço destinado a trabalhos que estão em desenvolvimento, ou que ainda não foram definitivamente redigidos). A data-limite para entrega destes trabalhos será 15 de dezembro de 1998. Com relação à Programação Social, estamos empenhados em proporcionar a melhor possível: um “Happy Hour” e jantar que certamente proporcionarão momentos agradáveis para todos nós. Oportunamente, estaremos enviando a programação oficial. Até breve,

Augusto César Monteiro
Presidente do Congresso
 

9º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé – 21 a 23 de abril de 1999
Os trabalhos do congresso deverão ser enviados para a Rua Urano, 213 – CEP 01529-010 - São Paulo – SP
Ou Caixa Postal 65114 – CEP 01390-970 – São Paulo – SP  até 15 de dezembro de 1998

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5    

 

seção livre 

Prof. Pisani visita o Brasil

 

Prof. Giacomo Pisani e o seu irmão, Pier Carlo Pisani, estiveram em Campo Grande, MS, no período de 26 a 31 de julho, participando de um intercâmbio entre a Universidade de Turim, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Hospital São Julião (Hanseníase) e o Instituto Lauro de Souza Lima (Bauru – SP). O interesse maior foi o de conhecer o Pé Hanseniano que, segundo Pisani, nunca tinha visto em 40 anos de Medicina. Foram realizados ambulatórios no Hospital São Julião (exclusivamente de Pé Hanseniano) e ambulatório no Hospital Universitário da UFMS (patologias ortopédicas nos pés).  No período noturno, foram ministradas aulas com os temas Hálux Valgus, Coxa Pedis e Pé Torto Congênito. No Clube do Osso foram ministradas as aulas Metatarsalgias, Pé Plano e Seqüelas de Fraturas do Calcâneo. 

  Na UFMS, foram ministradas as aulas de Biomecânica do Pé e Integração Funcional dos MMII.  
Foram realizadas duas cirurgias com circuito interno de TV, uma no HU-UFMS (Pé Torto Congênito) e uma no São Julião (Realinhamento Metatarsal). A visita do Prof. Pisani encerrou-se no dia 31 com uma visita a uma fazenda típica do Pantanal.
Passou rapidamente por São Paulo, tendo sido homenageado na casa do Dr. Carlo Milani na Sexta-feira à noite.
No dia seguinte, 1º de agosto, visitou o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das clínicas/FMUSP em companhia do Presidente da SBP, Dr. Antônio Egydio de Carvalho Jr. e depois passou uma tarde agradável na casa do Prof. Manlio M.M. Napoli, em companhia de vários colegas ortopedistas.Retornou à noite para a Itália.

anote em sua agenda 

 

Calendários de Reuniões de Diretoria de 1998
· Setembro 0 Dia 11 (sexta-feira) · Outubro 0 Dia 9 (sexta-feira)
 · Novembro 0 Dia 13 (sexta-feira) · Dezembro 0 Dia 11 (sexta-feira)
 Cursos Oficiais de Reciclagem e Atualização da C.E.C./SBOT 1998 – (PÉ)
·   12/09/98 (Cuiabá- MT)    ·  21/11/98 (Vitória - ES)
Comitê de Cirurgia do Pé e Tornozelo - Regional SBOT
Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do Rio Grande do Sul (Filiada à AMRIGS)

·
Comitê do Pé – 18 e 19 de setembro · Encontro Multidisciplinar (pé diabético) – 20 de novembro

 

 

XXXI Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia
Goiânia – 11 a 16 de outubro de 1998
dia 12/10
– 08:00 às 10:00 – Pé Pediátrico – dia 13/10 – 08:00 às 10:00  – Ortopedia do Pé Adulto
dia 14/10 -  D
ia da Especialidade 
dia15/10
– 08:00 às 10:00 - Ortopedia pediátrica: problemas comuns no consultório
dia 16/10 – 08:00 às 10:00 – Traumatologia do Pé

 

Setembro / 98
16 a 19
– 2nd Combined Meeting of Foot and Ankle Surgeons – CoMFAS – Veneza, Itália. Tel. 39-2-6621-4734

Outubro / 98
2 a 4
– Congreso de La Sociedad Argentina de Medicina y Cirugía del Pie – Buenos Aires.
11 a 16
– XXXI Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia – Goiânia (GO).
30 a 31
– Surgical Treatment of Foot and Ankle Disorders Frankfurt, Alemanha. 
Tel. 49-511-535-4343.

Novembro / 98
22 a27
– XVII Corso teorico-pratico di aggiornamento in Chirurgia del Piede – Prof. Giacomo Pisani – Santa Vittoria d’Alba, Itália. Tel. 011-561-3434 (Turim, Itália).

 

Abril / 99
21 a 23
– 9º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé – São Paulo (SP).
29 a 2 de maio
- Congresso Sul-brasileiro de Ortopedia e Traumatologia – Curitiba (PR). Tel. (041)262-8023.

Outubro / 99
Congresso Matogrossense de Ortopedia – Cuiabá (MT). Tel. (065)321-2633.
13 a 16
– XXth Congress of the International College of Medicine and Surgery of the Foot – Kyoto, Japão

 
 

 

Este espaço é reservado a qualquer 
manifestação da S.B.P.
A correspondência deverá ser enviada para sua sede pelo Fax: (011) 282 2518

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