Sociedade Brasileira
de
Medicina e Cirurgia do  Pé
(SBP)

 

 

Filiada ao Colégio Internacional de Medicina e Cirurgia do Pé
Alameda Lorena, 1304 - sala 1108 - CEP 01424-001 - São Paulo - SP - Brasil
Tel. (0xx11) 3082-6919 /Telefax (0xx11) 3082-2518
E-mail: sbmcp@sbmcp.org.br  / site: www.sbmcp.org.br 

 

             ANO 2              NÚMERO 07                   JUNHO DE 1996

  

Editorial  

A Importância de “Viajar”

                   boletim              

 

        Editorial  
      Antonio Egydio de Carvalho          1

     Como eu Trato  
      Fratura do Tálus
      Túlio Diniz Fernandes                   2

      Sugestões de Leitura   
   
  Antonio Egydio de Carvalho
      Caio Augusto de Souza Nery      
      Manlio M.M. Napoli
      Sérgio Eduardo Vianna           3 e 4

     Seção Livre
     Visita ao Serviço do
     Prof. Dr. Mark Myerson

     Antonio Francisco Ruaro               5

     Representação Nordeste
      Gildásio de Cerqueira Daltro         5

     Anote em sua Agenda
      A Diretoria                                  6

     Agenda do Presidente 
     A Diretoria                                   6

Sob  todos os aspectos “viajar”, “trocar de ares” é SALUTAR!
A Cirurgia do Pé é a opção última de nossas carreiras, a fonte de nossos recursos e, principalmente, o prazer que nos diverte e desafia. A rotina dessa atividade merece interrupções! As viagens, com interesse do aprimoramento, são utilíssimas, pois permitem as comparações, reflexões e acréscimos que são os estimulantes da boa prática médica. Todos têm necessidades individuais, mas é comum a obrigação do aperfeiçoamento contínuo. A pena do isolamento é a aposentadoria! Uma boa maneira de contrapô-la é viajar! Toda viagem se inicia com a motivação, a formação de recursos e, fundamentalmente, a escolha do destino.
Os motivos da “viagem-científica” são variados, desde conhecer um Serviço, o trabalho de um especialista, ou o interesse por uma determinada técnica.
Sempre é imprescindível ter referências, assim como ser referendado. O ajuste dos detalhes de datas, oportunidades e compromissos oficializam a visita. As expectativas devem ser previamente analisadas, assim o visitante terá, em justa medida, os seus objetivos satisfeitos.
Quanto ao destino, abre-se um leque de opções: Cursos, Congressos, Serviços nacionais e estrangeiro, etc.
Na bagagem, a humildade para ver, observar, criticar e assimilar o que é bom e novo.
No retorno, um médico renovado pelo entusiasmo do aprendizado, da atualização, da análise do que tem praticado e ávido por planejar e exercer os novos métodos. Esta aquisição faz a motivação para o exercício profícuo e agradável da Cirurgia do Pé;

Ganham os paciente, e a família que o aguardou com as ânsias incontidas da saudade temporária

Dr. Antonio Egydio de Carvalho Jr.
Presidente
 

 .

  1     

 

                                                      Como eu Trato                                                      

 Fraturas do Tálus

 

 

 

 

.

 

 

 

 

O tálus pode ser fraturado em traumatismos de alta energia como queda de altura ou acidente automobilístico.
A superfície talar é coberta por cartilagem articular em aproximadamente ¾ da sua área. Esse osso não te, inserção muscular ou tendinosa, sendo portanto muito vulnerável à necrose vascular.
O tálus pode ser fraturado em vários locais, mas a região mais atingida é o colo. Dependendo da posição do pé, da direção da força e da energia envolvida a fratura pode ser sem desvio, com desvio mínimo ou até mesmo luxação do corpo ou da cabeça.
Alguns autores encontraram alta incidência de artrose pós-traumática nas fraturas sem desvio. Isso pode ser explicado por um diagnóstico incompleto da lesão.
O diagnóstico é geralmente feito por radiografias nas incidências de frente, perfil e oblíquas do pé e do tornozelo. No entanto, a tomografia computadorizada representa o grande avanço no diagnóstico dessas lesões e no planejamento do tratamento.
As fraturas do tálus devem ser tratadas com redução anatômica, fixação e mobilização precoce, fragmentos com desvio maiores do que 1 a 2mm, avaliados pela T.C., devem ser reduzidos cruentamente e fixados.

 

Os métodos mais modernos de síntese com compressão interfragmentária têm aumentado as chances de recuperação funcional dessas lesões.
O tálus deve ser reduzido assim que possível para evita danos maiores à circulação restante e estimular a revascularização dos fragmentos por compressão interfragmentária.
A via de acesso deve tentar preservar a irrigação arterial restante e geralmente optamos por um acesso duplo, medial e lateral nas fraturas do colo que permita a redução adequada dos desvios rotacionais e angulares ou uma via única, mas, sempre direcionada pela T.C.. A utilização ou não da osteotomia dos maléolos depende do nível do traço de fratura no domus talar.
O material de síntese de escolha são os parafusos de compressão (3,5mm) e parafusos de Herbert para os fragmentos articulares. Atualmente usamos parafusos canulados (4,5mm), em algumas situações associamos fios de Kirschner percutâneos nos fragmentos muito pequenos.
O pós-operatório é feito com um compressivo gessado suropodálico e o tornozelo em posição neutra, drenagem à vácuo por 48hs, imobilização por no máximo 15 dias seguida de mobilização ativa circular, os fios percutâneos são retirados na 4ª semana pós-operatória e o apoio só é permitido na 12ª semana.


Túlio Diniz Fernandes

 

 2     

 

                                                    Sugestões de Leitura                                                       

Recebemos do Prof. Dr. Manlio M. M. Napoli, em 18/04/96 a seguinte carta cujo texto transcrevemos:
“ ...Na página 4, sugestões de Leitura, quanto as seleção dos trabalhos, não me parece correto deixar de lado autores de revistas que representam a verdadeira Medicina e cirurgia do Pé, para dar lugar a trabalhos de podiatras. A história da disputa entre podiatras e médicos, que cuidam dos problemas dos pés, é antiga e vem desde os tempos de Lelièvre e que, finalmente levou a mudança do Colégio Internacional do Pé para Colégio Internacional de Medicina e Cirurgia do Pé (1975)...”

Diante desta manifestação a Diretoria resolveu expressar as diversas tendências relativas a este fato. É nossa intenção que os membros da Sociedade assumam posições próprias para num futuro termos uma opinião representativa

 

1 Contra...
São duas as principais etapas do desenvolvimento do Ortopedista:
A formação e a Educação continuada. Ambas se sustentam na “Leitura-Científica”. É fundamental, portanto, que este apoio que alavanca e atualiza o cirurgião de Pé tenha qualidades “insuspeitáveis”. O conteúdo de todo artigo ou livro deve objetivar a transmissão doa métodos, dos resultados e das conclusões vivenciadas pelo autor, mas, além disso, Ter o crivo de qualidade de um Grupo Editorial que contradiz, emenda, julga e sela a sua publicação.
O mister das Universidades e Sociedades é, também, exercer a função de agente formador de opinião, divulgando e orientado o que é consagradamente, útil e inovador. Nem tudo que se dispõe merece ser lido! São parâmetros imprescindíveis da boa leitura, a escolha dos autores, cujas idéias tenham a aprovação do tempo, São encontradas nos livros-texto ou nos “artigos clássicos” e ainda, em trabalhos de revistas médicas, onde os editores emprestam e avaliam a confiabilidade das informações. O tempo, fator limitante, não deve ser desperdiçado com textos espúrios aos interesses do leitor médico, que mesmo contidos em revistas “indexadas” não cumprem as finalidades principais de bem formar e informar.
Desta forma a leitura de revistas não médicas, embora sejam apontadas como didáticas, bem resumidas e muito ilustrativas, são meras compilações e reproduções que tem como população-alvo, “os paramédicos”.
A volúpia das Editoras estaria, sem dúvida, recompensada como este “filão” de incautos leitores-médicos que a pretexto de uma leitura condensada perdem a originalidade contida em artigo de autor-médico.
A rotina que se estabelece, após os conhecimentos advindo da leitura de revistas ou textos médicos é o interesse despertado em conhecer, visitar, trocar experiências e convidar para Congressos ou Cursos, o autor. Não estaria frustada esta expectativa?
Enfim, o conhecimento do “básico” ou do “atual”, “verdadeiro” ou “não”, está contido em páginas, SELECIONAR É PRECISO!

Antonio Egydio de Carvalho Jr.

2 A favor...
“Existem duas coisas, conhecimento e opinião, que tornam seus possuidores realmente sábios.” Hipócrates - “A Lei”
Não importa  de onde emana o conhecimento: é nossa responsabilidade submetê-lo à nossa razão que, finalmente, nos indicará sua aplicabilidade.
Sabiamente, os assuntos científicos são catalogados antes por sua definição e escopo ao invés da cor, credo ou militância daqueles que os produzem.

Para a ciência, já é bastante a barreira da línguas para que fiquemos buscando outras que a completem.
Nunca perde a atualidade a frase de abertura da lei de Hipócrates: “A Medicina é a mais nobre de todas as artes; mas, devido à ignorância dos que a praticam e daqueles que, irrefletidamente, a julgam, continua muito atrás de todas as outras”.
Quando Hipócrates escreveu essa LEI, talvez estivesse tentado a orientar seus estudantes ou mesmo a afastar da prática médica os incautos e despreparados, mas, com extrema mestria, definiu não só os quesitos básicos necessários a quem desejasse praticar a mais nobre das artes como também e principalmente, o modo de fazê-lo. Seu enfático discurso concentra-se na constante e infindável busca do conhecimento. Sua visão, assustadoramente atual, atribuiu aos médicos a tarefa de trocar informações entre si, através de reflexão, amadurecer e sedimentar sua cultura médica.
Ao concluir, coloca a combinação entre a diligente acumulação do conhecimento e o ajuizamento próprio como único meio seguro de se atingir a sabedoria.
Dezenove séculos depois, Descartes emprestou a todas
as ciências o método para a direção da mente e da

 

procura da verdade no qual valoriza toda e qualquer informação que lhe chega através da vida e do mundo, “mesmo as mais ingênuas”, submetendo-as a criteriosa avaliação e julgamento, atribuindo-lhes sua verdadeira dimensão no campo do conhecimento humano.
A lógica de nossa opinião baseia-se os ensinamentos que nos chegam desde os primórdios da história. Não fosse o intrigante desconforto do desconhecimento, a avaliação ajuizada dos erros e acertos além da acumulação e transmissão deste aprendizado, não poderíamos estar desfrutando dos benefícios que a ciência tem, a duras penas, conseguido acumular. Não se trata de pregar a insubordinação e o caos, mas integrar-se à corrente de universalização da informação e do conhecimento que, todos sabem, é a inexorável e irreversível marca deste final de século.
No nosso entender, todos quantos estejam ligados à prática médica, em especial os acadêmicos, são escravos do ecletismo cabendo-nos pregar e estimular o trânsito nas diversas vertentes do conhecimento, “mesmo as mais ingênuas”, ao invés de nos trancarmos na comodidade do imobilismo. Não é concebível, como infelizmente temos tido o desprazer de presenciar, a crítica desferida contra estudiosos1 que se esmeram em aprofundar suas pesquisas bibliográficas a ponto de nelas incluir trabalhos de autores não médicos, especialmente daqueles do grupo dos podiatras2. Desconcertante é a constatação de que não causa espanto a citação de periódicos e autores biomédicos, enfermeiros, engenheiros, matemáticos, estatísticos, etc...
No cenário de dependência no qual nos acostumamos a viver, importamos juntamente com o conhecimento, as animosidades políticas. Assumindo de corpo e alma a postura e os receios de nossos aliados, não nos dando conta de que eles próprios mudam sua convicções. Como exemplo, apontamos o fato de que Michael J. Coughlin, em recente trabalho, ter citado 57 autores dos quais 10 eram podiatras - 17,5% - mas isso não foi suficiente para impedi-lo de ganhar o Roger A. Mann Award de 1995, concedido ao melhor trabalho científico do ano na área de Medicina e Cirurgia do Pé.
O dinamismo da ciência não pode se curvar a preferências locais ou rusgas regionais. O pesquisador deve ser asséptico às influências políticas ou passará a ser conduzido por elas, abdicando de sua postura universalista em seu sentido mais amplo.

Bibliografia
Coughlin, M. J.: Juvenile Hallux Valgus: Etiology and Treatment - Foot & Ankle 16(11):682-97, 1995.
Descartes, R.: Discourse on the Method of Rightly Conducting the Reason, The Great Books, The University of Chicago, vol. 31, 29ª ed., 1987.
Fucs, P. M. .B.: Osteotomia Anterior do Calcâneo com Cunha Óssea de Adição no Tratamento do Pé Plano Valgo Postural - Técnica de Evans - Tese de Doutorado - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - 1995.
Gibbs, W. W.: Lost Science in the Third World. Scien Am, 273(2):76-83, 1995.
Hippocratic Writings, The Great Books, The University of Chicago, vol. 10, 29ªed., 1987.
Vasconcelos, L. P. W. C.: Tratamento Cirúrgico da Talalgia Plantar - Estudo Comparativo entre a Neuroctoma Seletiva e a Fasciectomia Plantar - Tese de Doutoramento - Escola Paulista de Medicina - 1992.
À guiza de ilustração, citamos apenas dois exemplos:
1 Luiz Philippe W. C. Vasconcelos - Apenas 9 entre as 119 citações - 7,6% - não o livraram das críticas.
Patrícia Fucs - Apenas 11 entre as 113 citações - 9,7% - foram motivo de duras críticas. 
2
Podiatras, ligados ao American College of Foot and Ankle Surgeons, reconhecidos pelas siglas DPM (Doctor on Podiatric Medicine) ou FACFAS (Fellow of the American College of Foot and Ankle Surgeons) apensas a seus nomes, são profissionais habilitados e legalmente autorizados a prestar atendimento e realizar cirurgias no tornozelo e pé, consistindo em concorrência importante para nossos colegas médicos.

Caio Augusto de Souza Nery

 

3 Talvez...
      DPM x MD: Limites mal definidos Paradoxalmente, os avanços tecnológicos primeiro mundistas nos Estados Unidos convivem com uma situação no mínimo inusitada. Procedimentos cirúrgicos nos pés são realizados tanto pelo médico como pelo “Doctor Of Podiatric Medicine”, o DPM. O MD se credencia na subespecialidade após o curso médico, residência em ortopedia e “fellowship” em cirurgia do pé e tornozelo. Na formação do DPM são necessários dois anos no “College” e quatro anos numa das cinco escolas de “Podiatra” existentes nos Estados Unidos.
Presentemente o treinamento do “podiatra” tem se tornado um pouco mais centrado na cirurgia do pé e alguns submetem-se a residência de dois anos.
Em 1971 existiam em torno de 8.000 “podiatras”, dois quais aproximadamente 1.500 estavam licenciados no estado e “New York”. Os “podiatras”, diferente do que conhecemos como calista ou pedicuro, executam, além de tratamentos conservadores, procedimentos operatórios, a maioria em consultórios, e muitos em hospitais. São integrantes do “American College of Foot and Ankle Surgeons” e responsáveis pela revista, indexada, “The Jornal of Foot Surgery”.
Um aspecto intrigante em relação ao DPM é a limitação legal da sua atuação segundo os diferentes estados. No “Alabama” não é permitida cirurgia em planos mais profundos que a pele. Em 38 estados existem proibições específicas contra amputações. Na “Louisiana” são proibidas osteotomias, artrodese, artrotomias e transferências tendinosas ao nível ou proximais à articulação tarsometatarsiana.
As diferenças entre o DPM e o Ortopedista Cirurgia do Pé são um problema dos americanos que cabe a eles administrar.
A nós, menos por um espírito corporativista e mais por critérios que evidenciam formação mais sólida, parece lógico que estejamos, prioritariamente, ao lado dos Ortopedistas cirurgiões do Pé, absorvendo a sua produção científica.
Isto, entretanto, não nos autoriza a adotar uma posição d radicalismo, ignorando, sistematicamente, a existência de trabalhos científicos oriundos dos DPMs, que tragam efetiva contribuição para o conhecimento e manejo dos problemas do pé e tornozelo.
Robert L. Samilson, quarto presidente da American Orthopaedic Foot and Ankle Society, em 1972, em seu discurso presidencial intitulado “Whither Podiatry?” 

 

afirmava que “podiatras não são cidadãos de segunda classe”.
No editorial “Let´s walk together - Foot care´s challenge for the future” da “Foot & Ankle” de junho de 1995, Lowell D. Lutter afirma textualmente: “Discussão entre os líderes da podiatria organizada e da ortopedia estão prosseguindo e eu vejo estas discussões como a única forma de contribuição para o melhor cuidado do paciente”.
Recentemente nas referências do trabalho de Michael J. Coughlin sobre “Juvenile Hallux Valgus: Etiology and Treatment”, que mereceu o prêmio Roger Mann, e que foi publicado na “Foot & Ankle” de Novembro de 1995, constam nove trabalhos publicados no “The Journal of Foot Surgery” e “Journal of the American Podiatric Medical Association”.
Pessoalmente, nós que sempre relutamos em adquirir obras cuja autoria incluísse DPM, nos curvamos, há alguns meses , frente ao livro “Foot & Ankle - a Sectional Imaging Atlas”, que tem, entre seus autores, o DPM William H. Simon.

O número de Abril do corrente ano da “Foot & Ankle” publica o trabalho “Recurring Desmoid Tumor of the Foot: a case study” cujos autores, Ronald Barbella é um DPM e Ira M. Fox também é um DPM.
Hoje, embora constatemos que a trajetória da “Cirurgia do Pé” seja ditada pelos ortopedistas, não consideramos heresia verdades difundidas pelo “podiatras”. Afinal, “ortopedia” e “podiatra” são rótulos dados ao homem, que do alto de sua inteligência, espírito científico e criatividade podem produzir pérolas capazes de ofuscar qualquer título formalmente concedido.
Referências:
Barbella, R., and Fox, I. M.: Recurring Desmoid Tumor or the Foot: a case study. Foot & Ankle, 17:221-225, 1996.
Coughlin, M. J.: Juvenile Hallux Valgus: Etiology and Treatment. Foot & Ankle, 16:682-697, 1995.
Lutter, M. D.: Let´s walk together - foot care´s challenge for the future. Foot & Ankle, 16:321, 1995.
Mayer, P. M., Hirsh, B. E., Simon, W. H.: Foot and Ankle/a sectional imaging atlas, W. B. Sounders Company, Philadelphia, 1993.
Rudicel, S.: The Orthopaedic/Podiatric dilema. Foot and Ankle, 16:378-380, 1995.
Samilson, R. L.: President´s address. Whither Podiatry? - The age of reason. Orthopedic Clinics of Nort America, 5:3-6, 1974.

 Sérgio Eduardo Vianna

 3/4     

 

                                             seção livre                                            

Visita ao Serviço do Prof. Dr. Mark Myerson

 

Ao término do “Annual Meeting of the American Academy of Orthopaedic Surgeons” em fevereiro de 1996, Atlanta, em acordo às diligências do Prof. Dr. Antonio Egydio de Carvalho Júnior, visitamos o serviço do Dr. Myerson no “Union Memorial Hospital”, em Baltimore, Maryland - USA.
Sua rotina de trabalho, das mais proveitosas ao médico visitante, interessado no aprimoramento em Medicina e Cirurgia do Pé, envolve trabalho incessante, acadêmico e altamente resolutivo.
Suas atividades iniciam às 7:00 hs da manhã , com almoço no local de trabalho e finalizam quando possível às 18:00 hs. Nos dias de encontro com residentes as atividades se iniciam às 6:00 hs da manhã. Nas terças e quintas-feiras, atendendo em cada dia, em média 80 pacientes, entre casos novos e provenientes de revisões; nas segundas, quartas e sextas-feiras, faz cirurgias entre 12 e 14 em média, quando pudemos constatar seu testemunho no Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé em Salvador(Bahia) em 1995, de que a maioria das cirurgias são feitas sob bloqueio anestésico, e quando, surpreendentemente observamos, que a maior parte dos pacientes além de entrarem andando para o centro cirúrgico, também saem andando. Devo ressaltar que quase totalidade das cirurgias são feitas sem a expressão sangüínea e o uso de garrotes, assim por exemplo nas panartrodeses de tornozelo, cirurgias conhecidas pelo extenso sangramento

 

 

O serviço de Cirurgia do Pé do Union Memorial Hospital, sob a chefia do Dr. Myerson é referência em cirurgia do pé e tornozelo nos EEUU e a variável de pacientes atendidos, completa, vai desde os portadores de patologias traumáticas do pé, pé diabético, pé reumático ao portador de unha encravada, sendo o Dr. Myerson, um cirurgião completo, habilidoso e extremamente rápido na realização dos procedimentos cirúrgicos, tendo como característica pessoal as incisões cirúrgicas, que em um único plano vão da pele ao tecido ósseo. Faz todas as gamas de cirurgias a nível do pé e tornozelo, desde as pequenas, à astroscopia e às cirurgias mais complexas como as próteses totais de tornozelo, ainda em caráter experimental.
A convivência com o Dr. Myerson , marcante e inesquecível, sedimenta a idéia da importância da visita a outros serviços, além de aprimorar e estimular novos conhecimentos, também oportuniza realizarmos replanejamento de nossa atuação na área.
Acredito que nossa Sociedade pode estimular e divulgar as reciclagens desta natureza, viabilizando-se através de contatos sistemáticos com os Serviços que permitem médicos visitantes, contribuindo sobremaneira para o crescimento dos Profissionais e da própria Especialidade.

Antonio Francisco Ruaro - CRM 5036-PR
Médico Ortopedista e Traumatologia
 

 

A Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé agradece a inestimável colaboração da BAUMER ORTOPEDIA LTDA., para a realização do boletim

 

 

Representação Nordeste

 

Em reunião oficial do Clube do Pé da Bahia, realizada no dia 23/05/96 no Bahia Othon Hotel, o presidente da S.B.P., Antonio Egydio de Carvalho Jr. Deu posse aos colegas Gildásio de Cerqueira Daltro, Representante Regional-Nordeste da S.B.P. e aos membros auxiliares José Carlos Scardino, Franklin de Araújo Passos e Paulo César Sobrinho. Durante o evento foram apresentadas 2 conferências: Semiologia do Pé; Aspectos culturais e 

 

Fraturas do Tornozelo na Criança pelo Dr. Egydio, sendo prestigiada por uma platéia de 112 colegas.
O Clube do Pé reúne-se, mensalmente, para discussão de casos clínicos e apresentações dos artigos de revistas médicas sobre os diversos temas da Cirurgia do Pé.
É com o entusiasmo que aceitei a incumbência de ser representante no Nordeste e divulgar a nossa querida S.B.P.

  

 

                                                      notícias da diretoria                                                        

 

1-   Erramos:
Na última edição, o Boletim veio com alguns erros de grafia, principalmente nos nomes dos nossos ilustres Membros Dr. Edison José Antunes e Dr. Egon Erich Henning.
      Aqui ficam os reparos e as desculpas.

2 -  Por opção unilateral  e em caráter irrevogável o Dr. Edison José Antunes declinou do convite para ser o representante regional centro-oeste da S.B.P.  Diretoria nomeou em substituição:
Dr. Grimaldo Martins Ferro
R. T-27 nº 819 - Setor Bueno
74210-030 - Goiânia - GO

  3 A Diretoria estará reunida em  
     Curitiba no dia 28/07/96 durante
     o “Dia da Especialidade” no XXX
     Congresso Brasileiro da S.B.O.T.

      As portas estarão abertas..

      Compareça!

  

 

                                               anote em sua agenda                                                         

 

Caro Sócio da SBP:

Estamos praticamente a um mês do XXX Congresso Brasileiro de Ortopedia na cidade de Curitiba, e nós da SBP gostaríamos  de reiterar que no dia 28/07, dar-se-á o Dia da Especialidade com uma programação científica e social que está sendo elaborada com bastante carinho e  dedicação, no intuito de alastrar cada dia mais o contato entre você e a Sociedade. Após as atividades científicas, teremos um “Happy-Hour”, no Hotel Mabú, onde você em dia com a Sociedade, sem qualquer ônus, curtirá um Buffet especial com música ao vivo, onde não faltarão canapés, salgadinhos, whisky e cerveja para que possa se uma maneira relaxar  do dia repleto e atividades científicas.

Aliás, você que possui dotes artísticos de cantor, músico, humorista, terá uma grande chance de mostrar a todos nós suas qualidades neste evento social. Portanto, contamos com a sua presença para que o brilho desta reunião seja ainda maior.

Atenção Colegas!!!
Não deixem de levar na bagagem material esportivo e raquete de tênis, pois estamos com quadras reservadas para “espairecer” após as jornadas científicas.
PS: Dr. Mauro Fuchs desafia qualquer tenista e dá 3 sets de “lambuja”!

Alfonso Apostólico Netto

 

 

 

                                              agenda do presidente                                                    

O dia da Especialidade contará com a presença do Dr. Michael Shereff, renomado cirurgião do Pé, responsável pelo Departamento de Cirurgia do Pé da Wiscosin Medical College, USA. Além dessa ilustre participação teremos um curso de Ortopedia Pediátrica e 24 temas livres que se seguem: 

Primeiro Bloco: das 9:40 às 11:00 hs.
Coordenador: Gildásio C. Daltro

09:40 - 09:50: Otimização da Internação Mínima na Cirurgia do Pé - Antonio Egydio de Carvalho Jr., Túlio Diniz Fernandes, Aldo J. F. Costa, Marcelo P. Prado, Osny Salomão.
COMENTADOR: Antonio A. Couto Magalhães 

09:50 - 10:00: “Ganglion” intra-óssea, Apresentação de um caso e proposta de esclarecimento de etiologia - Caio Nery, Reinaldo J. Garcia Filho, Alfonso Apostólico Netto, Xavier M. G. R. G. Stump.
COMENTADOR: Roberto Androsoni

10:00 - 10:10: Xantoma do Tendão de Aquiles Antonio Egydio de Carvalho Jr., Túlio Diniz Fernandes, M. A. Corsato, Marcelo P. Prado, Osny Salomão.
COMENTADOR: Márcio Benevento

10:10 - 10:20: Ruptura Crônica do Tendão de Aquiles: Reparo com Tendão Flexor Longo do Hálux - Sérgio Vianna, Verônica Vianna.
COMENTADOR: Manlio M.M. Napoli

10:20 - 10:30: Síndrome da Insuficiência da Articulação Subtalar - Mauro Luiz Fuchs, Valdecir V. Carneiro, Cláudio B. Hespanhol, Hélio T. Mori, Valdir A. Cunha Jr.
COMENTADOR: Fernando Ferreira Fonseca Filho

10:30 - 10:40: Deformidade do Haglund associada a “Esporão Posterior” do Calcâneo: Uma Nova Proposta de Tratamento - Caio Nery, Rui Santos Barroco, Antonio A. Couto Magalhães, Sérgio Bruschini.
COMENTADOR: Roberto Attílio Lima Santin

10:40 - 10:50: Fascite Plantar: Áreas Reflexógenas - Marta Imamura, Antonio Egydio de Carvalho Jr., Túlio Diniz Fernandes, Osny Salomão.
COMENTADOR: SérgioVianna

10:50 - 11:00: Estudo Comparativo de Resultados de Algumas Técnicas Cirúrgicas para Halux Valgus como teste de Adequação de Protocolo de Indicações - Egon E. Henning, Ali J. A. Hamid, Odon L. Silveira Filho, Fábio Dal Molin.
COMENTADOR: Osny Salomão

Segundo Bloco: das 11:40 às 13:00 hs.
Coordenador: Humberto Maradei

11:40 - 11:50: Osteocondrite do Hálux no Futebol de Areia - Abrão Moisés Altman.
COMENTADOR: Osvaldo Santos Pires

11:50 - 12:00: Tratamento Cirúrgico das Fraturas do Tornozelo - Luiz F. Oliveira, André R. Hübner, Jorge Luiz P. Borges.
COMENTADOR: Gabriel de Souza Lima

12:00 - 12:10: Tratamento Operatório das Fraturas Articulares do Calcâneo com placa “Duplo H” - Fernando F. Fonseca Filho, Roberto A. Lima Santin, Ricardo Cardenuto Ferreira, Gastão G. Frizzo, João P. Mazotti,Lin Y. Shih, Geraldo Matias.
COMENTADOR: Túlio Diniz Fernandes

12:10 - 12:20: Fraturas Articulares de Calcâneo  Gottfirld Köberle, Ângelo C. de Oliveira, Pedro S. Sandoval.
COMENTADOR: Egon E. Henning

12:20 - 12:30: Diastase Traumática dos Ossos Cuneiformes do Tarso - Caio A. Souza Nery, Rui S. Barroco, Antonio A. C. Magalhães, Sérgio Bruschini.
COMENTADOR: Antonio Egydio de Carvalho Jr.

12:30 - 12:40: Fraturas-Luxações da Articulação Tarsometatarsal - Fernando F. Fonseca Filho, Ricardo Cardenuto Ferreira, João Luiz V. da Silva.
COMENTADOR: Edegmar Nunes Costa

12:40 - 12:50: Artrodese do Tornozelo com Técnica de Chevron: estudo de Doze Pacientes  Ernesto f. Rocha, Antonio A. Couto Magalhães, Ulisses Silveira, Milton Chohfi.
COMENTADOR: Ricardo Malaquias de Miranda

12:50 - 13:00: Artrose do Tornozelo pelo Método das Trefinas - Antonio A. Couto Magalhães, Caio Nery.
COMENTADOR: Idyllio do Prado Jr.

Terceiro Bloco: das 13:40 às 15:00 hs.
Coordenador: Décio C. Moraes Filho

13:40 - 13:50: Quinto Dedo sobreposto: Tratamento Cirúrgico da Deformidade Flexível - Antonio Egydio de Carvalho Jr., Túlio Diniz Fernandes, Marcos A. Corsato, Marcelo Pires Prado, José A. G. Aguilar, Osny Salomão.
COMENTADOR: Antonio Carlos F. dos Santos

13:50 - 14:00: Prevalência do Pé Plano  em Crianças e Relação com a Atividade Física e, Uma Escola - F. F. Marczyk, V. Ribeiro, A. de Bem, Paulo Bertol, L. R. Marczyk.
COMENTADOR: Augusto César Monteiro

14:00 - 14:10: Pé Plano Valgo: Análise do Tratamento pela Técnica de Koutsogiannis - Fernando Ferreira Fonseca Filho, Ricardo Cardenuto Ferreira, Ricardo F. Lavieri.
COMENTADOR: Caio Augusto de Souza Nery

14:10 - 14:20: Tratamento Cirúrgico do Pé Plano Valgo: Técnica Pessoal -  Ricardo Malaquias de Miranda, Alberto E. Peres, Jardélio M. Torres.
COMENTADOR: Nelson Astur

14:20 - 14:30: Cirurgia de Grice na Paralisia Cerebral - Patrícia M. M. B. Fucs, Celso Svartman, Paulo F. Kertzman, Marcelo C. Gomes, Victor M. Oliveira.
COMENTADOR: Sérgio Bruschini

14:30 - 14:40: Tratamento do Pé Plano Valgo através da Cirurgia tríplice - Fernando Ferreira Fonseca Filho, Ricardo Cardenuto Ferreira, Alexandre C. Faria.
COMENTADOR: Jorge Mitsuo Mizusaki

14:40 - 14:50: Amputação de Syme no Tratamento de Malformações Congênitas dos Membros Inferiores: Experiência da AACD - Antonio C. Fernandes, Adauto Soares, Djalma P. Mota, Paulo O. Machado, José C. C. Faria, Ivan Ferraretto.
COMENTADOR: Mauro Luiz Fuchs

14:50 - 15:00: VIII - CBMCP, UMG: Uma Nova Abordagem - Idyllio do Prado Jr.
COMENTADOR: Antonio Egydio de Carvalho Jr

 

                                                          Seção Livre                                                           

 

Este espaço é reservado a qualquer manifestação da S.B.M.C.P.
  A correspondência deverá ser enviada para sua sede pelo
FAX (011) 282-2518

retornar aos Boletins