Sociedade Brasileira
de
Medicina e Cirurgia do  Pé
(SBP)

 

Filiada ao Colégio Internacional de Medicina e Cirurgia do Pé
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          ANO 1              NÚMERO 05                   NOVEMBRO DE 1995

  

Editorial   

                 boletim                 

    

  Editorial  
   Dr. Gabriel de Souza Lima                 1

  Como eu Trato  
   Lesões ligamentares laterais do 
   tornozelo
     
   Dr. Caio A. S. Nery    
  "Consolidação Viciosa no tornozelo:
   artrodese x reconstrução" 
   Consolidação Vicosa do Maléolo
   Lateral  
  
Dr. Sergio Vianna                           2/3

   Congresso   
  
 VII Congresso Brasileiro de Medicina
    e Cirurgia do Pé

    Dr.
Caio A. S. Nery
    Dr. Antonio Francisco Ruaro             4

   Ainda sobre o Congresso
   Dr. Décio Cerqueira de Moraes Filho   5

   Seção Livre
   Dr. Antonio Egydio de Carvalho Jr.      5

   Anote em sua Agenda
   Eleiçõs 95
   A Diretoria                                        6

           

 

Há cerca de 20 anos nascia a Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé que era ideal dos subscritores da ata de fundação, sob coordenação de seu membro maior, o Prof. M.M.M. Napoli. Dia 09 do próximo mês, a diretoria conta com todos seus membros em São Paulo, para o encontro festivo de comemoração do seu vigésimo aniversário. Com isto estaremos atestando a maturidade do que nasceu para ser perene.
Quando assumimos a presidência de nossa Sociedade, em 26 de abril de 1994, em virtude do falecimento do presidente eleito, nos parecia tarefa quase impossível. Hoje sabemos que uma Sociedade forte e coesa cumpre suas diretrizes independente de quem a dirige, pois cada membro luta por ela.
A SBMCP estará realizando eleição para o biênio 1996-1997, conforme estipula o estatuto. os membros com residência fora de São Paulo - SP, deverão enviar a cédula através de carta até dia 08 de dezembro de 1995 e os membros da Capital (SP), deverão votar no dia 9/12/95 na SBOT.
Após esta celebração o período da nossa participação na Diretoria que o saudoso Sérgio Ferreira dos santos nos legou. Cumpre-nos confirmar que a Sociedade realizou todos os eventos oficiais além de outros eventos científicos.
Através de mudança estatutária foi criada a categoria de membro postulante e com isso criou-se condições para a participação dos jovens interessados nas afecções do pé. Angariamos cerca de 50 membros.
Foram realizados cursos regionais que devem ser implementados pela próxima diretoria.
A S.B.M.C.P., hoje se relaciona e mantém intercâmbio com Sociedades afins: assim é que desempenhou relevantes trabalhos junto à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia na condução do Comitê do Pé. É possível, atualmente, tornar-se membro correspondente da AOFAS e membros titulares da SLAMCPP.
Nosso "Boletim", vem se afirmando na sua V edição e a cada dia ganha maior destaque.
Finalmente gostaria de deixar registrado aqui, meus mais sinceros agradecimentos à todos os membros da atual diretoria.

Dr. Gabriel de Souza Lima
Presidente
 da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé

 

 .

  1     

 

                                                      como eu trato                                                      

 Lesões ligamentares laterais do Tornozelo

 

Muitas formas de tratamento já foram utilizadas nas lesões ligamentares laterais agudas e crônicas do tornozelo, cada qual com suas vantagens e desvantagens. Há unanimidade na observação de que são mais frequentes as sequelas decorrentes das lesões dos tipos II, III e IV do que aquelas mais leves (grau I). O tratamento das lesões leves deve ser, portanto, conservador esperando-se resultados igualmente satisfatórios seja qual for a escolha do método de tratamento.
A dificuldade maior reside na escolha do tratamento para lesões moderadas e graves, nas quais ficou demonstrada a lesão ligamentar parcial ou total, única ou combinada. A esse respeito, Brostrom demonstrou que apenas 3% dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico (reparação ligamentar) apresentavam sinais de instabilidade articular contra 20% dos pacientes tratados por diversas formas de tratamento conservador (órteses, gessos ou bandagens).
Em função desta baixa frequência de insucesso, parece razoável indicar o tratamento conservador para a maior parte dos pacientes portadores de lesões ligamentares moderadas e graves dos tornozelos (graus II e III). dentre os tratamentos disponíveis, destacamos o Tratamento Funcional que caracteriza-se  por pretender a completa proteção das estruturas lesadas através do uso de órteses especiais, melhora das condições de inflamação local através de repouso e da crioterapia, estimulação da reparação tecidual com a aplicação de exercícios controlados e melhora da função pelo reequilíbrio muscular e adequação da propriocepção.
Em estudo realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, comparamos o Tratamento Funcional com o tratamento conservador clássico (tala suropodática sem carga durante a primeira semana e bota gessada para marcha por 4 semanas) tendo sido demonstrada a superioridade do primeiro, cuja rotina apresentamos a seguir:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1° semana - Marcha com muletas (sem apoiar o membro afetado)
                  Elevação do membro
                  Proteção com órtese bivala (Air Cast ou similar)

2° semana - Marcha com órtese + tênis (se não houver dor ou edema)
                  Crioterapia (até o desaparecimento do edema)

3° à 6° semana - Marcha com órtese + tênis
                         Exercícios de alongamento de Aquiles
                         Exercícios de fortalecimento dos fibulares e
                         dorsiflexores

6° à 10° semana - Exercícios de propiocepção (plataforma inclinada e
                           botas)
                           Marcha rápida / corrida para a frente
                           Corrida em oito / drible
                           Esporte de contato com a proteção de órtese

Em nossa opinião, o tratamento cirúrgico dos casos agudos tem sua indicação formal nos atletas jovens com lesões graus III e IV (lesões ligeiramente complicadas por fraturas, frauras arrancamentos ou lesões osteocondrais).
Através da reparação primária das estruturas lesadas poderemos garantir uma recuperação mais rápida e perfeita de forma a manter a integridade anatômica e seu performance espostivo original.
Nos casos crônicos em que haja queixas formais de instabilidade e/ou entorses repetidos, nos servimos da técnica idealizada por Chrismann e Snook que se utiliza de uma meia porção do tendão do músculo fibular curto para a reconstrução dos ligamentos do tornozelo.
Em qualquer caso, após o tratamento cirúrgico, é imperativa a reabilitação do tornozelo cujos critérios seguem o já exposto para o tratamento funcional.

Caio A. S. Nery

 

 2    

 

 

 

"Consolidação viciosa no tornozelo: artrodese x reconstrução"
Consolidação viciosa oculta do Maléolo Lateral

 

As dificuldades no âmbito da saúde têm nos colocado, com frequência. diante de fraturas/luxações do tornozelo "envelhecidas", quando não viciosamente consolidadas. E, muitas vezes ficamos frente ao dilema: artrodese? reconstrução? A artrodese tibiotársica pode ser a única alternativa nos casos de artrose, com dor e incapacidade, pacientes com rigidez articular instalada ou naqueles em que a reconstrução da pinça tíbio-fibular se mostra de todo impossível. mas esta solução não é biomecanicamente ideal.
A presença de desvios, ainda que mínimos, do talus restringem a área de contato tíbio/talar, com o aumento concomitantemente da pressão superficial, o que proporciona o desenvolvimento de alterações degenerativas. Willeneger e Breitenfelder constataram que todos os casos com redução inadequada desenvolveram sinais de artrose dezoito meses após o acidente. Desta forma, a restauração da normalidade anatômica deve ser tenazmente perseguida. Nos casos de fraturas maleolares em consolidação ("envelhecidas") a reconstrução é facilitada após a retirada cuidadosa do calo fraturário. Nos pacientes com fraturas já viciosamente consolidadas a reconstrução exigirá osteotomias que devem ser planejadas no pré-operatório.
O tratamento de reconstrução nas fraturas viciosamente consolidadas do tornozelo tem sido pouco enfatizadas na literatura. Yablon, em 1989, publicou uma série de 26 pacientes com consolidação viciosa do maléolo lateral. Este autor chama atenção para a "consolidação viciosa oculta", que representou a maioria de seus casos.

 

Nela o talus é mantido em posição anatômica, sob a tíbia e a consolidação vicosa é suspeitada através de leve irregularidade no maléolo fibular.
Os pacientes com consolidação viciosa oculta do maléolo lateral apresentam-se com dor (mal localizada e que tende a se agravar com o passar do dia), edema (que surge após alguns meses de o tornozelo tornar-se sintomático), dificuldade para subir e descer escadas e para caminhar em terreno irregular. Muitos pacientes queixam-se de limitação dos movimentos do tornozelo e incapacidade para o apoio monopodálico na ponta do pé. O estudo radiográfico comparativo pode favorecer o diagnóstico. Algumas vezes pode ser necessária a tomografia computadorizada, que no plano axial, demonstrará alargamento da tíbia-fibular distal, indicando encurtamento da fíbula e rotação externa do maléolo lateral.
Nos casos de consolidação viciosa oculta será necessária a osteotomia da fíbula com correção do encurtamento e rotação externa do maléolo lateral. Nos casos de consolidação viciosa explícita do maléolo lateral, quando o talus encontra-se desviado lateralmente, além da osteotomia maleolar, será necessário excisar todo o tecido fibroso entre o talus e o maléolo tibial, sem o que fica difícil o reposicionamento anatômico do talus.
A reconstrução cirúrgica nas fraturas viciosamente consolidadas do tornozelo deve ser a opção preferencial, sempre que se perdeu a oportunidade ímpar do tratamento da lesão aguda.

Sergio Vianna

3    

 

                                                    congresso                                                        

 

 VII Congresso Brasileiro de Medicina e Cirugia do Pé

 

Dando encerramento oficial ao VII Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé, a Diretoria da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé apresenta o Relatório Final, já aprovado, da Comissão Organizadora.
A Tesouraria da SBP ainda não deu entrada em seus cofres do valor referente ao lucro do evento, em virtude de sua indisponibilidade por estar depositado no Banco Econômico de Salvador, atualmente sob intervenção federal.
Dentro do costumeiro espírito de camaradagem e amizade, nossa Sociedade presenciou e participou ativamente deste evento que se caracterizou especialmente pela qualidade das apresentações.
"Dentre os trabalhos que vimos neste encontro, existem vários que poderiam ser apresentados em qaulquer evento internacional e até serem publicados em revistas importantes nos EUA ou Europa!"
Dr. Mark Mayerson
Com estas palavras o Dr. Mark Mayerson, nosso convidado americano, resumiu sua agradável surpresa quanto ao nível científico da Medicina e Cirurgia do Pé no Brasil. Ele próprio, além de sua simpátia e simplicidade, brindou-nos com brilhantes apresentações que despertaram grande interesse.
Embora causticados pelas dificuldades econômicas por que passa o país, pela concorrencia exercida por outros eventos oficiais da SBOT e por causas que não nos cabe enumerar, ainda ssim, conseguimos elevar o nome de nossa Sociedade aos mais elevados patamares da ciência, através da realização de um congresso abrangente, atual e que foi de encontro aos anseios de todos os integrantes desta Sociedade.

 

 

 

"O nível científico foi elevado e o aproveitamento foi excelente!...
O objetivo de se obter o máximo de informação no menor tempo possível, foi obtido com grande sucesso... renovo os votos de congratulações aos organizadores do congresso!"
Dr. Antonio Francisco Ruaro
Umuarama - PR
Várias manifestações carinhosas nos tem chegado de diversos pontos do país, atestando indubitavelmente o sucesso do último congresso. Gostaríamos de ter espaço para citar cada um dos colegas que nos escreveram... mas só cabem o caloroso abraço e os agradecimentos pelo incentivo e apoio! Esta é a maior premiação que pode alcançar a Comissão Organizadora do Congresso e esta Diretoria! E já estamos trabalhando para organizar o próximo congresso de nossa Sociedade. O Prof. Dr. Idylio do Prado Júnior já comunicou à SBP que as primeiras tratativas para o VIII Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé foram bem sucedidas e espera-se um grande congresso também em Minas Gerais.
Finalizando, gostaríamos de enviar nossos mais sinceros cumprimentos ao Dr. Gildásio Daltro - Presidente do VII Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé - extensível a todos os membros de sua equipe, por sua brilhante atuação à frente deste empreendimento que, apesar de tudo, atingiu plenamente seus objetivos!
Parabéns a todos!
Aguardamos a todos no próximo evento de nossa Sociedade!!!

Caio A. S. Nery

 

  

Descrição

Número

Valores em Reais
Inscrições Socios

103   

10 910
Inscrições não Sócios 60   7 730
Fisioterapêutas 7   770
Residentes 12   1 240
Estudantes 13   730
Acompanhantes 13  

720

Sub-Total 206   22 100
Estandes 6   13 180
Patrocínios 5   10 510
Juros Bancários 1   910
Total Receita 218   46 700
Total Despesas 43 546
Lucro 3 154

 

                                             congresso                                            

 

Ainda sobre o Congresso

 
 

Como participante do VII Congresso de Medicina e Cirurgia do Pé, realizado em Salvador, BA, de 21 a 23 de setembro p.p., gostaríamos de elogiaro programa científico proposto, que reveleou ser de alto nível e de grande aproveitamento para todos os presentes.
Com relação ao referido programa temos a destacar os temas livres. A sistemática dotada, com a apresentação de um tema seguido da participaçãode um comentador revelou-se extremamente produtiva.Esta forma de discussão foi útil pelo número expressivo de participantes e acreditamos ser a forma de trabalho que deva fazer parte das próximas reuniões científicas desta Sociedade.
A organização do evento merece elogios, também quanto a seleção dos convidados estrangeiros, com destaque especial para o Dr. Mark Myerson, cujas palestras, ministradas de forma didática e a discussão profunda dos temas, trouxe reconhecidos benefícios para o conhecimento de todos os presentes.

Décio Cerqueira de Moraes Filho

 

 

                                             seção livre                                                    

 

XX Aniversário 

 

O ideal dos precursores vê-se consagrado pelo tempo! São vinte anos que a Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé está desafiando as dificuldades e cumprindo sua finalidade de agregar os médicos praticantes desta "Superespecialidade".
Não poderia passar despercebida tão marcante data e é intenção da atual diretoria comemorar, engalanada, com todos seus membros, esta festiva comemoração. O programa cultural será realizado na sede do SBOT, gentilmente cedida pelo Prof. Dr. José Laredo Filho, no dia 9 de dezembro das 9:00 hs às 12:00 hs. este local está situado à rua São Sebastião, 650, Chácara Santo Antonio (travessa da avenida Santo Amaro, passando o clube Banespa).
Durante este período transcorrerá a eleição e logo após a apuração.

Após o silêncio imposto pela excelência dessas conferências teremos a oportunidade de descontrair no almoço fraternal a se realizar no Buffet La Residence, à av. Moema, 300.
O cardápio e o conjunto musical são soberbamente atrativos! Em virtude da melhor organização é indispensável sua confirmação com a secretária (Mila) no telefone 282 2518, das 9:00 às 13:00 hs.

Julgamos desta forma, que o XX Aniversário será um evento memorável.

Antonio Egydio de Carvalho Jr.

Programação das Palestras

20 anos de SBP - M.M.M. Napoli
O Pé na Arte e Literatura - Liberato Didio
O Pé do Amputado - Marco Antonio Guedes
A Pele do Pé - Valéria Petri
A História do Pé - Samoel Atlas
O Pé do Atleta - Alberto Carlos Amadio

5  

 

                                         anote em sua agenda                                                     

 

                      Eleições 95

 

Caro Colega:

Exerça seu direito.O voto é o ato mais democrático do sócio...
Participe. O seu voto é muito importante e significativo...
O dia: 09/12/95
O local: Sede da SBOT, São Paulo
Horário: das 9:00 hs às 13:00 hs, para sócios residentes em São Paulo e visitantes.
A maneira:
· Com célula própria
· No local pré-estabelecido
· Por carta
Por carta: Receberá a cédula, via correio. Os não residentes da Cidade de São Paulo.
Vote secreto, assine e coloque em um envelope lacrado. Após, coloque
dentro de outro envelope, sele e envie para a Sede da Sociedade Brasileira 
de Medicina
e Cirurgia do Pé, até as 18:00 hs do dia 08.12.95.
Apuração : será realizada após o encerramento da votação, às 12:00 hs 
do dia 09.12.95
Resultado: Após proclamada a chapa vencedora, esta será empossada dia
01.01.96, por um período de 2 (dois) anos.
Obs.: Sómente serào válidos e poderão votar membros titulares com um 
ano de filiação e quites com a tesouraria.
Lembrete: Não esqueça; o voto é importante! Ele demonstra seu interesse
em
participar!

Conforme o Estatuto da Sociedade na data de 26.10.95, prazo limite para
a inscrição das chapas, foi recebida sómente a chapa "Tradição e Trabalho" 
· Presidente; dr. Antonio Egydio de Carvalho Jr.
· Vice-Presidente - Dr. Edegmar Nunes Costa
1° Secretário - Dr. Caio Augusto de Souza Nery
2
° Secretário - Dr. Mauro Luiz Fuchs
1
° Tesoureiro -  Dr. Nelson Astur Filho
2° Tesoureiro - Dr. Túlio Diniz Fernandes
· Diretor Científico - Dr. Sérgio Eduardo Vianna

· Conselho Fiscal
Titulares:
Dr. Gabriel de Souza Lima
Dr. Ricardo Malaquias  Miranda
Dr. Décio Cerqueira de Moraes

Suplentes:
Dr. Alfonso Apostólico Neto
Dr. Walter Whitton Harris
Dr. Ricardo Cordenuto Ferreira

 

 

 

 

 

 Este espaço é reservado a qualquer manifestação da S.B.M.C.P.
  A correspondência deverá ser enviada para sua sede pelo
FAX (011) 282-2518

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