Sociedade Brasileira
de
Medicina e Cirurgia do  Pé
(SBP)

 

 

Filiada ao Colégio Internacional de Medicina e Cirurgia do Pé
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   ANO 1              NÚMERO 03                   MAIO DE 1995

  

Editorial

                    boletim           

           Editorial  
         Gabriel de Souza Lima

        Como eu Trato  
         Pé Plano Valgo Postural
         Henrique Sodré de Almeida Fialho 

         Tratamento de Osteomielite
         de Calcâneo com Polímero

         de Mamona
     
   Mauro Luiz Fuchs

         Displasia de Streeter
         Edegmar Nunes Costa

         Hálux Rígido
         Sérgio Vianna

         O Pé na Arte e na Literatura
         Antonio Carlos Flores dos Santos
         Sérgio Vianna

          Pesquisa de Opinião
         Antonio Egydio de Carvalho Jr.

         Curiosidades
         Caio Augusto de Souza Nery

         Anote em sua Agenda
         Abrão Moisés Altman

         Seção Livre
         Túlio Fernandes Diniz Fernandes     

Neste ano, precisamente em 12/12/95, a Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé estará completando seu jubiloso vigésimo aniversário. O pioneirismo dos fundadores, a abnegação indistinta de todas Diretorias e sobretudo a participação constante dos seus membros, tem mantido acesa a tradição de Sociedade coesa, no rumo de sua solidificação e do progresso. A melhor forma de comemorar, julgamos ser a de promover congrassamento e expandir nossas relações.
Durante o último congresso da Acadêmia Americana estivemos em contato com o Dr. James Sammarco que nos comunicou a possibilidade dos membros da S.B.P. passarem a membros correspondentes da American Orthopaedics Foot and Ankle Society.
Estamos aguardando o recebimento das "pró-formas" e em seguida encaminharemos aos interessados. Deve ficar claro que o processo de aceitacão é de esclusiva competência daquela Sociedade.
No dia 27 de maio teremos o curso de diagnóstico por imagem aplicada às diversas patologias do pé e tornozelo com a presença do renomado convidado Dr. G. Morvan, membro da Sociedade Francesa de Radiologia e autor de diversas publicações internacionais.
O curso de Patologias do Pé será realizado em Goiânia, nos dias 26, 27 e 28 de junho no Castro's Hotel. Será a primeira experiência como parte das intenções de regionalizarmos eventos da S.B.P. O VII Congresso Brasileiro da S.B.P. será o ponto central das programações deste ano.
Esta eventualidade, que se diga, está sendo árdua e carinhosamente organizada pelo presidente Dr. Gildásio de Cerqueira Daltro, dará a oportunidade à confraternização maior. Nesta ocasião a S.B.P homenageará os seus 30 membros fundadores que permanecem assíduos e partcipantes.
Finalmente, para os dias 9 e 10/12/95 estamos preparando a festividade comemorativa deste importante marco da gloriosa existência da nossa querida S.B.P.

FESTEJEMOS!!!
Dr. Gabriel de Souza Lima

 .

  1     

 

                                                      Como eu Trato                                                      

 Pé Plano Valgo Postural

 

O tratamento do pé plano postural permanece controvertido, principalmente no que diz respeito à idade e tipo de botas, tênis ou palmilhas receitados. É interessante observar que atualmente ocorre uma polarização com relação ao seu tratamento. Por um lao há o especialista do Pé, que de uma maneira geral tende a receitar palmilhas mais precocemente, ou seja, logo que é feito o diagnóstico. Por outro lado temos os especialistas em Ortopedia Pediátrica que geralmente aguardam a evolução, acreditando que ocorrerá resolução espontânea do pé plano. Quem está com a verdade?
Consideramos esta polêmica bastante positiva uma vez que nos estimula a pesquisa, principalmente para se determinar o que é normal e patológico na nossa população.

 

 

Devemos encarar  estas discordâncias de forma científica e sempre limitarmos nossas discussões aos ortopedistas, dentro de cada Sociedade.
A divulgação em meios de comunicação de conceitos ainda não estabelecidos poderá levar o leigo auma conclusão falsa. Como poderiam os pais de uma criança distiguir entre um pé plano postural de um pé espático por barra óssea ou de uma síndrome de Kidner?
A idéia de que o "pé plano não se trata" pode levar à consequências muitas vezes irreparáveis.

A nossa abordagem no tratamento desta patologia teve grande mudança quando passamos a fazer o seguimento periódico (a cada 3 meses) da criança que por volta do dois anos de idade apresentava-se com pé plano postural.

 

 

Quando o exame clínico e ortopédico do paciente nos revela que não há qualquer patologia associada e a causa provável da ausência do arco longitudinal medial é decorrente de uma frouxidão ligamentar generalizada, observamos a criança por 12 a 18 meses. desta forma, concluimos que em cerca de 80% dos casos houve correção espontânea e que portanto , realmente essas crianças não precisavam de qualquer tipo de tratamento.
Naqueles pacientes cujos pés são excessivamente pronados (grau IV) ou quando após a observação clínica não houver qualquer melhora, receitamos tênis ortopédicos com palmilhas elevando apenas o ALM. Segundo nossa observação esta conduta visa proporcionar um melhor apoio e não a correção da deformidade.

 

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Tratamento da Osteomielite de Calcâneo com Polímero de Mamona

 

Em 12.05.94 atendemos em nosso consultório o paciente S.L.M. , de 28 anos, masculino, com a seguinte história:
> Com 14 anos de idade, sofreu ferimento perfurante plantar no retropé sendo tratado com desbridamento cirúrgico e antibicoterapia.
> Com 16 anos de idade, sofreu novo procedimento cirúrgico, provavel osteonielite de calcâneo, sem  maiores detalhes.
> Evoluindo bem por 10 anos, quando apresentou dor, sinais flogísticos , com características de reagudização de uma possível osteomielite de calcâneo E.

 

Nesta fase somente tratamento conservador e antibioticoterapia.
> Aos 27 anos de idade, em fevereiro de 1994, foi sbmetido a tratamento cirúrgico com curetragem, drenando secreção purulenta, não nos informando o germe.
> Em 12.05.94, solicitou várias opiniões a outros profissionais e, ao indicarmos tratamento cirúrgico, relutou e fez vários tratamentos clínicos com outros colegas. Como não evolui bem, em 27.10.94, propusemos a utilização do "polímero de mamona", (Poliosteo - Polímero Osteointegrável), polímero

 

este, vegetal extraído de Rinicius Coniunos. Após tomarmos conhecimento e demonstrações no Congresso de SBOT (Bahia/94), utilizamos o proposto acima.
O germe identificado, após cultura e antibiograma, foi o Staplyloccus Plasmacoagulose negativa, sensível a amicacina, que foi administrado por 3 semanas, sendo 7 dias EV e 14 dias VO.
Atualmente o paciente enconta-se assintomático e sem manifestações clínicas no local e, ao RX, praticamente com trabeculações semelhantes ao osso normal.

 

 2     

 

Displasia de Streeter
Síndrome das Bandas Congênitas de Constrição (SBCC) associada ao pé torto

 

A Displasia de Streeter (SBCC) é uma anomalia rara, provavelmente de etiologia genética, que acomete extremidades superiores ou inferiores e às vezes o tronco podendo levar à amputações segmentares intra-uterinas ou vir acompanhada de mal formações.
As constricções circulares podem ser superficiais ou profundas. Quando profundas se estendem à aponeurose, podendo chegar inclusive até ao osso. Nestes casos podem intereferir com o retorno venoso e linfáticoprovocando edema acentuado distal à constricção.
Na ocorrência da SBCC ao nível da coxa ou perna associada ao pé torto, adota-se como primeira etapa do tratamento, a ressecção das bandas com dissecção profunda e liberação do feixe vascular, no intuito de melhorar  o  retorno  venoso   diminuindo  assim, o  edema

 

 

residual.
A reconstrução dos tecidos é feita com rotação de retalhos obtidos através de múltiplas incisões em "Z". este procedimento pode ser realizado em uma ou mais etapas, de acordo com a gravidade do caso.Os pontos são retirados com três semanas, e noventa dias após a ressecção das bandas constrictivas, realiza-se a correção cirúrgica da deformidade do pé, sem risco de transtorno circulatório.
O objetivo deste relato é fazer um alerta de que a inversão desta sequência, tratando primeiro a deformidade do pé, pode provocar, devido a dificuldade do retorno venoso, edema acentuado, levando a necrose de pele em graus variados.

 

 

 Hálux Rígido 

 

Tipicamente existe aumento de volume, restrição da mobilidade e dor ao nível de metatarsofalângica do hálux, como consequência de doença degenerativa articular, com neoformação óssea que envolve predominantemente o aspecto dorsal e lateral da articulação. A flexão dorsal da M/F, limitada, condiciona o "Impingment"falange - primeiro metartasal, com exacerbação da dor sobretudo no final da fase de apoio da marcha.
Não obstante, o quadro de hálux rígido também pode relacionar-se com Artrofibrose ou Osteocondrite dissecante da cabeça do primeiro metartasal.O estudo radiográfico deve incluir incidências "COM CARGA", em AP e Perfil, além da oblíqua. na avaliação em AP constatamos a presença de proliferação óssea no aspecto lateral da articulação. O perfil nos mostra o ËSPORÃO DORSAL", enquanto a oblíqua permite ver o grau de pinçamento articular.
Sapato com sola rígida, em "MATA-BORRÃO", e "CAIXA" com largura e profundidade suficientes para acomodar o aumento de volume, são medidas que podem atenuar a sintomatologia.
Frente à proliferacão óssea dorsal significativa, com dor à extensão do hálux, a queilectomia dev ser considerada.
os candidatos à queilectomia, entretanto, devem ser alertados sobre o processo degenerativo que abrange toda articulação, e que mesmo após o procedimento, em alguns pacientes, poderá ocorrer dor quando a articulação é colocada sob maior stresse.

 

 

A queilectomia, além de prodizir alívio completo ou significativo da dor, tem a grande virtude de não inviabilizar uma segunda alternativa: Artrodese ou Ressecção Artroplástica.
Nos pacientes com quadro degenerativo muito avançado indicamos a artrodese metatarsofalângica ou a operação de Keller, se estamos, respectivamente, diante de individuos ativos ou com atividade física limitada.
A osteotomia em cunha de base dorsal da falange proximal (MOBERG) está indicada quando a mobilidade articular se encontra limitada, após queilectomia ou quando existe artrose incipiente.
A queilectomia é realizada através de aceso dorsal e deve incluir a sinovectomia. A proliferação óssea do aspecto lateral da cabeça metatarsal deve ser removida e linha com o eixo do metatarsal. A remoção do esporão dorsal inclui a excisão de 20% a 30% da cabeça metatarsal, de tal ordem a permitir aproximadamente 60% a 70% de flexão dorsal na metatarsofalângica. No pós operatório imediato o paciente usa sandália de sola, rígida ('SANDÁLIA PARA GESSADO") e após duas semanas é encorajado a efetuar mobilização ativa e passiva. Após a queilectomia o máximo de benefício geralmente é alcançado ao redor do terceiro ou quarto mês.A necessidade de mobilização precoce após a queilectomia, e a de imobilização após osteotomia da falange proximal do hálux, contraindicam formalmente à realização simultânea destes dois procedimentos. 

 

3   

 

                                                  O Pé na Arte e na Literatura                                               

 

O Pé, a Humanidade

 

São incontáveis as obras de arte com detalhamentos dos pés, nas mais variadas expressões. A revista Foot Diseases, vl.1, de 94, contém artigo no qual é avaliado o pé egípcio (literalmente) em vários aspectos, tomando por base (literalmente) pés de múmia e de grandes estátuas de determinados faraós.
O pé do discóbulo de Atenas; o pé de Hércules, que deu origem à medida de comprimento em pés, o pé com sequela de pólio no escravo em vitral na Dinamarca, e muitos mais.
No Rio Grande do Sul, Aldo Locatelli pintou pés impressionantes no mural "A Conquista do Espaço", no aeroporto Salgado Filho, pés delicados na imagem de Nossa Senhora de Lourdes na igreja do mesmo nome e pés vigorosos do gaúcho no Palácio do Governo 

 

 

 

O Homem conquistou o mundo em que vive nas obras, nas artes, na ciência, nas guerras por dispor dos membros superiores livres e do potencial pleno do uso de suas mãos graças à bipedestação, ao apoio caracteristico sobre as extremidades inferiores.

 
Temos aqui, então, uma sugestão aos colegas cirurgiões do pé , para a próxima "happy hour", lancem o debate "ortopedico-filosófico": O PÉ E
A RAZÃO DE SER
DO MEMBRO
SUPERIOR. 

 

 

  

 

Teus Pés

Em 14.07.1966, assistia à defesa de tese para Docência Livre de ANTÔNIO FERNANDO PERES CHAVES, na U.F.F., quando o professor FRANCISCO PIMENTEL., catedráticode Clínica Cirúrgica e Membro da Banca Examinadora, em brilhante intervenção, analisando a tese "ARTRODESES PANASTRAGALÓIDE E CALCÂNEA-CUBOÍDEA", culminou sua fala recitando o poema, de sua autoria, "TEUS PÉS".

Vinte anos após, ao atender uma filha do Prof. Pimentel, tive a oportunidade de relembrar o fato. Passados alguns dias, para minha surpresa, ela me presenteou com uma cópia de "TEUS PÉS", que encontrou entre seus escritos herdados de seu pai, e que passo a este Boletim para divulgação.

 

 

 

TEUS PÉS
Francisco Pimentel

Anatomicamente interpretados,
Consideram-se os pés sob o conceito
De cinquenta e dois ossos conjugados
Num equilíbrio sólido e perfeito.
Mas sobre eles, existe o preconceito
De que sómente quando bem calçados
Conseguem revelar-se sem defeito,
Mas calculadamente modelados.
De que vale o artifício da beleza,
Quando traduz o exótco desejo
De deturpar a própria Natureza?
Mas desta forma muitos vão julgando
Porque não vêem teus pés tal como eu vejo,
Libertos da prisão de quando em quando...

 

  

4   

 

 

                                                            Curiosidades                                                       

Em que pé anda o exame da SBOT?

 

Solicitamos à Comissão de Ensino e Treinamento da SBOT que nos fornecesse um perfil dos resultados obtidos pelos candidatos ao Título de Especialista no último exame, especificamente no campo da Medicina e Cirurgia do Pé.
Recebemos as seguintes informações:
Coube à especialidade de Medicina e Cirurgia do Pé (adulto e infantil) a participação de 12% no total das questões realizadas.
Os temas abordados e as porcentagens de acerto das perguntas realizadas são os seguintes:

 

 

    Assunto                                               

    Pé Diabético                                               
    Osteocondrites e Sinovites                            
    Patologias do Hálux                                      
    Síndrome do Túnel do Tarso                          
    Pé Talo Vertical                                            
    Pés Planos Valgos                                      
    Desvios Torcionais e Angulares MMIII             
    Pé Torto Congênito                                      
    Lesões Ligamentares do Tornozelo                
    Fratura de Calcâneo                                      
    Fratura de Tornozelo em Crianças                   
    Anatomia ( Inervação do Pé)                        

% de Acerto

48
 3
43
61
79
38
52
28
90
24
19
40
 

 

 

 

Para uma melhor avaliação ressaltamos que o exame se constituiu de 30% de questões consideradas fáceis, 46% de questões consideradas regulares e apenas 24% de questões classificadas como difíceis.
A distribuição global dos assuntos no último exame, se deu na proporção de 25% de ortopedia do adulto, 32% de ortopedia infantil, 25% de traumatologia do adulto e infntil e 16% de questões básicas (anatomia, vias de acesso, príncipios técnicos de osteossíntese e rudimentos de biomecânica).
A partir destes dados, os preceptores e os responsáveis pelo ensino da especialidade poderão concentrar-se nos assuntos de menor índice de acerto, que correspondem às maiores dificuldades dos residentes.

 

Pesquisa de Opinião

 

Há dentre os vários temas da intrincada patologia do pé, aqueles cuja conduta são motivos de controvérsia. esta secção tem o propósito de apresentar uma situação polêmica, questionar as possibilidades terapêuticas e expor várias tendências. 

Caso:
Paciente masculino, 38 anos, pedreiro, sofreu queda de altura há horas. Apresenta dor, incapacidade funcional para apoio do retropé direito e deformidade de alargamento e diminuição de altura.O exame radiológico evidenciou fratura intra-articular cominutiva do calcâneo com desvio da superfície articular ao nível da faceta posterior e grande fragmento sustentacular.

Pesquisa:
1 - Quais os recursos complementares que dispõe habitualmente?
2 - Como trataria este caso com base na sua experiência e nas possibilidades do seu Serviço? Descreva seu método.
3 - Quantos casos de Fratura no Calcâneo tratou nos últimos 5 anos?
4 - Houve mudança nos seus conceitos terapêuticos neste período?
5 - Observações quanto ao prognóstico deste caso, as complicações eventuais no manuseio das fraturas de calcâneo e as soluções que vem adotando.

 

Participem encaminhando suas respostas.

 

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                                               anote em sua agenda                                                         

Jornadas e Congressos onde o pé será enfocado.

 

27 de Abril a 01 de Maio de 1995
IX Congresso Sul Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia - Gramado - RS ; os colegas terão a oportunidade de participar de um congresso organizado pelas regionais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Vários temas abordando o pé.

27 de Maio de 1995
Curso de Imagem nas Patologias do Pé -
Organizado pelos Drs. Carlos Honsi e Xavier Stump, levando como convidado o reconhecido radiologista francês Dr. G. Morvan.
local - Hospital Santa Catarina - S.P.

15 a 17 de Junho - CIOT/95
Congresso do Instituto de Ortopedia e Traumatologia HC-FM-USP.
No programa haverá Curso de Patologias do Pé.

26, 27 e 28 de Junho de 1995
Curso de Patologia do Pé
Goiânia - Hotel Castro's 
endereçado aos médicos ortopedistas generalistas e residentes.

11 a 23 de Julho de 1995
Congresso comemorativo dos 25 anos de fundação da AMERICAN ORTHOPAEDIC FOOT AND ANKLE SOCIETY Vail - Colorado - EUA

25 a 27 de Agosto de 1995
First Combined Meeting of the American, British and European Foot and Ankle Surgeons
Dublin - Irlanda
Primeiro Congresso reunindo a sociedade americana e européia:evento onde os americanos atravessam o Atlântico para trocar conhecimentos com os membrs do C.I.P.

1 e 2 de Setembro de 1995
IOT - HC - FMUSP
curso de reciclagem, com a presença do Dr. Alwin Crawford, importante figura da Ortopedia Pediatrica e do Pé nos EUA.

21 a 23 de Setembro de 1995
VII Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Pé
Salvador - Bahia
presenças confirmadas do Prof. Mark Myerson dos EUA, Dr. Ricardo Tito Amor da Argentina e do Dr. J.C. Pouliquen da França, além da participação dos especialistas nacionais. Não Percam!

9 e 10 de Dezembro de 1995
Festividade Comemorativa do Vigésimo aniversário da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé 
em São Paulo.
Participe e venha se reunir num delicioso almoço de confraternização.

 

 

Calçado Esportivo 

A popularização da atividade esportiva nos últimos anos levou a um aumento do interesse por calçados esportivos. A indústria passou a oferecer produtos de alta tecnologia e mensalmente aparece o "tênis ideal".
Os ortopedistas, em geral, tem sido têm sido cada vez mais solicitados a opinar sobre os vários modelos de tênis esportivos.
Muitos fatores devem ser considerados como o peso corporal, formato do pé, a quilometragem desenvolvida por semana, o tipo de treino, o piso onde o treino é realizado ou se o corredor VALGISA demasiadamente o retropé durante a marcha (Hiperpronador).
O Guia-95 do tênis de corrida da revista 'Runner's World" (abril/95), apresenta 38 modelos diferentes com a tendência atual da indústria de desenvolver tênis mais leves, com maior proteção e durabilidade a um menor custo.
Os problemas na indicação do tênis mais adequado para cada indivíduo começam com os nomes que são parecidos em vários modelos.
A forma do calçado pode ser reta, curva ou semicurva. As retas dão maior suporte medial e são indicados em pés planos e as curvas permitem maior flexibilidade e assim se adaptam melhor aos pés cavos.

 

Recentemente, apareceram alguns modelos que têm o solado externo esculpido na parte média para diminuir o peso, mas isso pode levar a uma mobilidade inadequada no médio-pé.
Outra solução atual para diminuir o peso do calçado é a utilização de um suporte rígido no solado intermediário do médio-pé, isso mantém a estabilidade dessa região e permite flexibilidade no antepé.
Todos esses pontos devem ser 
conhecidos, ponderados pelo 
ortopedista, ressalvando que 
os princípios gerais da
utilização de calçados 
são válidos para os 
tênis esportivos.

 

 

 

 

 

 

                                                          Seção Livre                                                           

 

Este espaço é reservado a qualquer manifestação da S.B.M.C.P.
  A correspondência deverá ser enviada para sua sede pelo
FAX (011) 282-2518

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